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Sexta, 13 de outubro de 2006, 12h52 
Lula diz que irá priorizar Norte e Nordeste
 
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Em entrevista de mais de uma hora a diversos veículos de rádio da região Norte, o presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, em eventual segundo mandato, um plano ambicioso para desenvolver a região, assim como o Nordeste. O presidente-candidato aproveitou para alfinetar Geraldo Alckmin (PSDB), seu oponente no segundo turno presidencial.

"Meu adversário, quando era governador de São Paulo, sobretaxou o telefone celular feito na Zona Franca que ia do Amazonas para São Paulo, para que a fábrica do Amazonas se mudasse para São Paulo", afirmou.

Em entrevista à Rádio CBN, Alckmin contestou a afirmação de Lula e afirmou ter planos para a região, como a liberação de "recursos contigenciados da Superitendência da Zona Franca de Manaus (Suframa)", e o desenvolvimento da "questão de recursos sociais, da infra-estrutura do Estado e do bio-ecoturismo".

Prioridade de investimentos
Ao ser indagado por um repórter acreano sobre eventuais parcerias com o governo estadual para finalizar as obras da rodovia BR-364 que liga os dois extremos do Estado - Rio Branco a Cruzeiro do Sul - Lula defendeu o desenvolvimento das regiões mais pobres. "Estou convencido que precisamos garantir que as regiões Norte e Nordeste possam ter prioridade nos investimentos do governo federal para que possamos assim tornar o Brasil mais justo, mais igual".

O presidente respondeu à questão e ainda fez previsão de um megadesenvolvimento da região Norte: "Quando tomamos a decisão de ajudar o governo do Acre a terminar a BR-364 e de financiar investimento à Rodovia Transoceânica (que liga o AC ao Oceano Pacífico, cortando o Peru) - que já está em construção - essa decisão é para que o Norte possa atrair empresas de outras regiões do planeta e também de outras regiões do País e transformar a região num pólo exportador pela facilidade de se chegar, via transoceânica, ao Pacífico", disse Lula.

"O governo peruano está interessado em fazer a rodovia; eles entendem que ela é uma condição básica para atrair mais investimentos brasileiros para aquele país e assim, eu tenho esperança que, com esss coisas extraordinárias que queremos fazer no Norte, podemos sonhar, podemos pensar a região e imaginar uma nova geração na qual o Norte seja muito mais desenvolvido e competitivo. Então, respondendo a sua pergunta, a parceria com o governo do Acre continua, e continua com muito mais força", concluiu o presidente.

Em sua próxima resposta, o petista continuou falando sobre o desenvolvimento da região, dessa vez tendo como foco a Zona Franca de Manaus, que, segundo ele, terá prioridade na instalação da indústria da TV digital. "A fábrica de semicondutores é quase um filé mignon para o Norte e o Amazonas. Há uma briga entre o Sudeste, o Norte, o Nordeste, mas o governo não vai abrir dos incentivos (à Zona Franca) porque nos interessa desenvolver a parte que ficou mais abandonada no Brasil".


 

Redação Terra