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Contrária ao apoio do governador Blairo Maggi, de Mato Grosso, ao candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a direção nacional do PPS divulgou uma nota pública avisando que a relação entre governador e partido está terminada.
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Blairo Maggi contraria partido e apóia Lula
A nota, assinada pelo presidente nacional do partido, Roberto Freire, lamenta que Maggi "tenha jogado fora sua biografia ao trocar de lado por espúria razões eleitorais", numa alusão ao fato de o governador de Mato Grosso ter sido uma das primeiras figuras públicas a declarar que iria votar em Alckmin.
Após alguns dias de negociações, Maggi conseguiu do atual presidente, a promessa de R$ 1 bilhão em repasse de dinheiro público ao Estado e mais de R$ 2 bilhões para distribuir ao setor de agronegócio, que, segundo o PPS, está em séria crise por causa da política equivocada do governo Lula.
Em entrevista à Rádio CBN, Roberto Freire diz que a nota não é propriamente uma expulsão. O que ele espera como conseqüência é que o governador se desfilie do partido. Caso isso não ocorra, então o PPS deve propor a expulsão.
Confira a nota na integra:
O PPS lamenta que o governador reeleito Blairo Maggi, que teve uma relação decente até esta eleição com o partido e que conta com uma boa avaliação em Mato Grosso, tenha jogado fora sua biografia ao trocar de lado por espúrias razões eleitorais - por meio de mecanismos típicos do partido ao qual aderiu, o PT. Blairo, que na pré-campanha se declarara publicamente eleitor de Geraldo Alckmin e se mantivera neutro no primeiro turno, abandonou suas convicções após receber proposta de repasse de dinheiro do governo, atitude que repudiamos.
O PPS dispensa a carta pedindo licenciamento, oferecida por Blairo, e pede que ele não gaste dinheiro com o envio dela pelo Correio. Mande apenas aquela em que solicita sua desfiliação da nossa legenda.
Roberto Freire
Presidente Nacional do PPS
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