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 Lula e Blairo selaram o apoio no Palácio da Alvorada, em Brasília |
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O governador eleito do Mato Grosso, Blairo Maggi (PPS), anunciou na noite desta quarta-feira seu apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT. A decisão contraria o partido, que decidiu apoiar o adversário de Lula no segundo turno, o tucano Geraldo Alckmin.
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Maggi esteve reunido hoje com o presidente no Palácio da Alvorada e é considerado um apoio estratégico pela campanha de Lula. Uma delas é ter sido reeleito com uma votação consagradora num Estador em que o presidente teve pouca votação.
Sobre a eustão partidária, Maggi anunciou que vai enviar duas cartas ao presidente nacional da legenda, Roberto Freire: uma de licença e outra de desfiliação. Segundo o governador, caberá à Freire decidir qual das duas ele vai aceitar.
Maggi também declarou que vai trabalhar pela reeleição de Lula subindo em seu palanque em outros Estados onde o agronegócio é forte. Mas o apoio do governador não saiu de graça, ele conseguiu o compromisso de que o governo federal vai liberar cerca de R$ 3 bilhões para renegociação de dívidas dos agricultores.
O governo federal deve incluir no Plano Safra 2006-2007 mecanismos de compensação das perdas dos agricultores com flutuação do câmbio, que reduziu a remuneração das exportações do setor. A medida pode ser anunciada antes do segundo turno das eleições. "Com o dólar como está, se não houver mecanismos de complementação de renda dos produtores, o setor vai à bancarrota", disse Maggi a jornalistas.
O governador negou que tenha trocado apoio político pela renegociação de dívidas dos agricultores, mas reconheceu que sua decisão prende-se a investimentos federais em seu Estado e às negociações mais gerais do setor econômico. "Vim aqui para saber do presidente se tudo aquilo que nós combinamos ainda estava na pauta do governo", disse Maggi. "Como ainda está e estes projetos vão sair logo, decidimos dar apoio ao Lula".
"Acho que a continuidade do governo Lula é melhor para Mato Grosso e acho que as questões da agricultura estão muito mais próximas de ser resolvidas com este governo do que se começar tudo de novo", justificou o governador.
Com agências
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