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O ex-ministro da Fazenda e ex-deputado federal Delfim Neto (PMDB) classificou a proposta do assessor de Geraldo Alckmin (PSDB) Yoshiaki Nakano de corte das despesas públicas de "politicamente inexeqüível" em entrevista à rádio Jovem Pan.
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Em seminário no Rio de Janeiro, ontem, Nakano defendeu a necessidade de um corte de 3,4% do PIB para eliminar o déficit nominal. O assessor já havia sido desautorizado por Alckmin.
Segundo Delfim Neto, a única proposta capaz de prosperar seria um "choque de gestão". "Teríamos que estabelecer um meta de despesas e segui-la pelos próximos anos, corrigindo-a apenas pela inflação. Com um aumento de produtividade de 1,5% a a 2%, conseguiríamos, dentro de quatro ou cinco anos, um déficit nominal zero", disse.
A proposta de Delfim chegou a ser discutida no governo em 2005 pelo então ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT). Segundo o peemedebista, a sucessão de escândalos que atingiu o País impediu a implantação da proposta.
O ex-ministro afirmou concordar com a redução mais acelerada das taxas de juros defendida por Nakano. "Temos espaço para reduzir os juros e evitar uma supervalorização da moeda", disse.
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