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O governador eleito de Sergipe, Marcelo Déda (PT), solicitou audiência ao governador João Alves Filho (PFL) para apresentar os dois nomes que ele escolheu para coordenar o processo de transição pelo segmento que conquistou o governo do Estado em 1º de outubro. Déda disse ontem que os representantes do seu segmento político somente serão conhecidos pela imprensa quando ocorrer a apresentação. Como João se encontra em Brasília, a audiência será definida somente no seu retorno, de acordo com o Jornal da Cidade.
"Eu defini dois nomes para as coordenações, mas o trabalho de transição terá vários grupos por questões temáticas. O governo do Estado deverá apontar os seus coordenadores e a partir daí define-se uma agenda para que seja feito o levantamento da situação do Estado e o repasse das atividades, que deve acontecer no dia 1º de janeiro do próximo ano", comentou Marcelo Déda, que espera que a audiência seja definida para logo em breve.
O governador eleito disse que a transição é prioridade, mas também dará importância à campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Nós precisamos contribuir para que ele seja reeleito e ajude Sergipe a viabilizar uma série de projetos, entre os quais o de recuperação da BR-235, que liga o nosso Estado à Bahia, através do sertão, a construção dos Campi da UFS em Lagarto, Estância, Propriá e Nossa Senhora da Glória, a ampliação do Programa Bolsa Família e a concretização do projeto Jacaré-Curituba, que vai beneficiar dezenas de famílias no sertão do Estado", explicou.
"A reeleição do presidente Lula é hoje vital para Sergipe. Ele reeleito, as condições ideais que construímos na campanha serão dadas para a viabilização de nossos projetos. Temos identidade política e programática. A reeleição de Lula tem caráter suprapartidário. O melhor para Sergipe é Lula, pois ele vai nos ajudar a colocar em prática tudo aquilo que prometemos na campanha", afirmou.
Ele revelou ainda que pretende adotar uma série de políticas preventivas contra o crime no Estado, entre as quais a atuação da Polícia Comunitária e a efetiva presença das Polícias Civil e Militar nas ruas, para intimidar a delinqüência. Para que isso se torne possível, o governador eleito pretende desenvolver um programa de modernização do aparelho policial, treinamento e qualificação, além da ampliação do efetivo. "As nossas polícias não serão instrumento de interesses eleitorais, pois atuaremos no sentido de promover a sua profissionalização", concluiu.
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