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A assessoria de imprensa do comitê de campanha do candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB) enviou nota à imprensa para desmentir outra nota, desta vez do coligação do seu adversário, o presidente Luís
Inácio Lula da Silva (PT), que afirmava que Alckmin havia gasto "um Aerolula" com transporte.
» PT define ataques de Alckmin como "preconceito hipócrita"
» Coligação de Lula: Alckmin gastou um Aerolula com transportes
Segundo a nota, os dados são falsos e a assessoria de Lula teria multiplicado por mil o real valor dispendido pelo tucano com viagens entre 2001 e 2005. A primeira nota afirmava um gasto de R$ 130 milhões, o que seria suficiente para comprar um avião como o usado pelo presidente, que custa cerca de R$ 122 milhões. A segunda nota declara que Alckmin gastou R$ 130 mil em aquisição de passagens aéreas internacionais.
A campanha de Alckmin afirma que o "erro" no cálculo foi feito de "má fé" e que o PT está "mal informado" ou é "simplesmente mentiroso".
Confira a nota na íntegra:
A assessoria de imprensa do comitê de campanha do candidato Luís
Inácio Lula da Silva, do PT, forneceu dados falsos à imprensa,
afirmando que o governador Geraldo Alckmin gastou R$ 130 milhões em
transporte aéreo entre 2001 e 2005, o que seria mais do que suficiente
para comprar um Aerolula, o avião de luxo utilizado pelo atual
presidente da República e que custou, em dólares, o equivalente a R$
122 milhões. Na verdade, o então governador gastou no período R$ 130
mil em aquisição de passagens aéreas internacionais. De má fé, os
petistas apenas multiplicaram por mil o valor efetivamente gasto.
Com a locação de aeronaves para o governador e para secretários de
Estado, a Casa Militar do Estado de São Paulo gastou, em cinco anos
(2001 a 2005), R$ 7.430.347,80. Gastou ainda R$ 3,5 milhões, no mesmo
período, na manutenção das suas aeronaves, antes de elas serem
vendidas.
Entre janeiro de 2003 e outubro de 2006, o governo de Lula gastou R$
4,5 bilhões com diárias e passagens, em valores corrigidos, conforme
dados do Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira),
obtidos pela ONG Contas Abertas. Somente nesse ano (até 9 de outubro)
foram tirados dos cofres públicos R$ 456,2 milhões para diárias e R$
433,7 milhões para passagens aéreas, totalizando R$ 889,9 milhões, sem
contar os gastos com manutenção do Aerolula. Um valor superior ao
destinado para o Reaparelhamento Militar das três forças armadas
(Exército, Aeronáutica e Marinha) no mesmo período: R$ 773,9 milhões.
O PT, mal informado ou simplesmente mentiroso, insinua ainda que,
embora o candidato Geraldo Alckmin tenha dito no debate da Rede
Bandeirantes que vendeu as aeronaves à sua disposição, essa alienação
não consta na Assembléia Legislativa. Nem poderia constar. As
aeronaves eram patrimônio da antiga Cesp (Companhia Energética de São
Paulo). O avião PT-LER King Air foi vendido, em leilão, em março de
2005, por R$ 1,1 milhão. O jato PP-LHB foi vendido, também em leilão,
por US$ 4 milhões, um junho de 2006.
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