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Mato Grosso do Sul
Domingo, 8 de outubro de 2006, 22h52 
Militantes divulgam candidaturas de Lula e Alckmin
 
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No sábado, petistas e tucanos foram aos pontos mais movimentados do centro de Campo Grande para divulgar as candidaturas a presidência da república de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Geraldo Alckmin (PSDB).

Segundo o jornal Correio do Estado os militantes estavam com bandeiras, distribuiram panfletos, jornais que continham a divulgação das ações dos candidatos e um "santinho" em que Lula aparecia numa montagem pedindo votos para Alckmin. Os petistas ficaram irritados com essa propaganda e classificaram a atitude como "um desrespeito".

Ambos os partidos receberam a participação de lideranças de destaque das duas legendas. De acordo com o jornal, o prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), reforçou a campanha dos tucanos ao participar da adesivagem de carros na Avenida Afonso Pena, esquina com a Rua 13 de Maio. Ele fez corpo-a-corpo com os eleitores e pediu que os militantes não sujassem as ruas da Capital com material impresso.

Segundo o Correio do Estado, para Nelsinho, o segundo turno das eleições foi provocado, em grande parte, pela ausência de Lula nos debates presidenciais e exploração do episódio do dossiê. O prefeito aposta que Alckmin ganha as eleições se não apelar para baixaria nem ataques pessoais na segunda fase da campanha. "Este debate vai ser a grande oportunidade de confrontar propostas e discutir claramente dois projetos de Governo. Acho que se o Alckmin mantiver o discurso, a firmeza e não partir para os ataques pessoais, ele ganha a eleição".

Já os petistas sentiram dificuldade de distribuir o material de Lula - no Estado, o PSDB teve proporcionalmente a segunda melhor votação para presidente da República. Enquanto os motoristas paravam o carro para pedir material de Alckmin, o PT sofreu a resistência de alguns eleitores que se negavam a colar adesivos nos carros.

O chefe da Casa Civil Raufi Marques foi à Avenida Afonso Pena, esquina com a Rua 14 de Julho, participar do bandeiraço do PT. Ele disse que o favoritismo de Alckmin no Estado é reflexo da crise do agronegócio, base da economia de Mato Grosso do Sul. "Nós tivemos no Estado uma mobilização muito forte da classe produtora rural em função dos reflexos da crise da agricultura. Mas o insucesso na política da agricultura teve origem no Governo do Fernando Henrique (PSDB)". Para Raufi, a leitura que se fez do caso do dossiê deixou para trás uma pergunta fundamental. "O que é que, de fato, tinha naquele dossiê? Quem é mãe deste processo de corrupção no caso das ambulâncias? O PT ou o PSDB? Isto até hoje não foi respondido", ressaltou.
 

Redação Terra