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A dança das cadeiras afetou de modo expressivo a bancada nordestina no Congresso Nacional. Apesar de ter tido um percentual de renovação um pouco menor que a média nacional - na Câmara Federal foram 43% de renovação, contra 48% da média nacional - muitos nomes com expressão acabaram sendo derrotados, como o vice-líder do PSDB na Câmara, Bismarck Maia (CE), e o deputado federal e vice-presidente da Mesa da Casa, Thomaz Nonô (PFL-AL), que disputou uma vaga ao Senado, mas ficou bem atrás dos principais colocados. O ex-presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), que renunciou o cargo por denúncias de corrupção com promessas de ¿retorno breve¿, também não conseguiu se reeleger.
No Senado, quase 100% das vagas nordestinas foram renovadas. Ficaram de fora o vice-líder do Governo, Fernando Bezerra (PTB-RN), o líder do PMDB no Senado, Ney Suassuna (PB), e um dos maiores aliados do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), Rodolpho Tourinho (PFL-BA).
Mas se por um lado alguns parlamentares de renome nacional deixaram o posto, outros tantos nordestinos que conseguiram um mandato podem ter uma atuação relevante no Congresso. Segundo levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), cerca de 30% dos "cabeças" da nova legislatura serão nordestinos. Entre os nomes eleitos pelo Diap como os futuros "cabeças do Congresso" estão o ex-ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes (PSB-CE), o ex-governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), o vereador e líder do Governo em Salvador, Sérgio Barradas Carneiro, e o ex-presidente da Infraero, Carlos Wilson (PT-PE).
Daqueles que devem manter ¿ ou aumentar a sua influência ¿ na nova legislatura figuram nomes como o do deputado federal reeleito Antônio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), o do deputado federal e presidente da Confederação Nacional das Indústrias, Armando Monteiro (PTB-PE), o deputado federal reeleito José Pimentel (PT-CE) e o deputado federal e senador eleito, Inácio Arruda (PCdoB-CE).
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