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Quinta, 5 de outubro de 2006, 20h03 
PT tenta melhorar desempenho de Lula em MS
 
Graciliano Rocha
Direto de Campo Grande
 
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Depois de sofrer sua maior derrota dos últimos anos, os petistas de Mato Grosso do Sul se reuniram nesta quinta-feira em Campo Grande para discutir uma estratégia para melhorar o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno. A reunião aconteceu na sede da Fetems, o maior sindicato do Estado, e envolveu 500 pessoas.

No último domingo, a oposição elegeu André Puccinelli (PMDB) governador no primeiro turno, a tucana Marisa Serrano para o Senado e 17 das 24 cadeiras da Assembléia Legislativa. A derrota política atingiu em cheio o governador Zeca do PT, que está no final do seu oitavo ano de mandato e expressou a vontade de ser ministro em um eventual segundo governo Lula.

A pretensão de Zeca foi duramente afetada pelo desempenho de Lula nas urnas do Estado. Em Mato Grosso do Sul, Geraldo Alckmin (PSDB) teve 56% dos votos contra 36% de Lula - uma diferença de 247 mil votos.

A reunião de hoje teve um tom emergencial e foi pontuada por discursos que o PT deveria intensificar a campanha do presidente na base do corpo-a-corpo. Ao fechar o encontro, o governador lançou um apelo aos petistas para que concentrem sua ação sobre o eleitorado mais pobre. "É rua, rua e rua", disse. "E rápido".

Ao falar sobre a derrota de Lula no primeiro turno, Zeca do PT relacionou a derrota de Lula em MS à crise vivida pelo agronegócio do Centro-Oeste e as "dificuldades" do eleitor com a urna eletrônica. "O eleitorado do Lula e do PT é o mais humilde. Ele tem dificuldade na hora de votar. Tinha que digitar cinco vezes no 1º turno. Agora é mais fácil", afirmou.

O presidente do partido no Estado, Mariano Cabreira, disse que os petistas devem insistir nas comparações entre os governos de Lula e FHC. "Temos de mostrar quanto era o arroz, o salário, a agricultura familiar e os programas sociais", disse.

A coordenação da campanha de Lula em Mato Grosso do Sul será dividida por Zeca do PT, o senador Delcídio do Amaral e o vice-governador Egon Krakhecke - que disputaram e perderam o governo e o Senado, respectivamente. Na reunião, também houve um apelo para que candidatos a deputado estadual e federal não desmobilizem as estruturas usadas em suas campanhas que devem ser postas a serviço da candidatura presidencial.
 

Redação Terra