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O deputado Sinésio Campos (PT) fez um requerimento a Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE - AM) para solicitar uma audiência pública, para debater e esclarecer o processo de venda, pelo governo do Estado em 2002, de 83% do capital social da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás), para a empresa baiana, CS Participações.
Saiba mais sobre o caso da privatização do gás
Segundo o jornal O Estado do Amazonas, o documento do deputado teve base nas denúncias feitas anteriormente pelo jornal Diário do Amazonas, que dizem que o ex-governador do Estado, Amazonino Mendes, efetuou a venda de 83% das ações preferencais da Cigás, pelo valor de R$3,5 milhões, para o grupo CS Participações, cujo dono é Carlos Seabra Suarez. Dessa forma, a empresa fica com 75% do lucro líquido que é obtido com a distribuição do gás natural no Amazonas.
De acordo com o Estado do Amazonas as denúncias falam que as ações preferenciais dão prioridade ao acionista majoritário, no recebimento de dividendos e na restituição do capital em caso de extinção da empresa. E, ao decidir pela venda dessas ações, o Estado ficou com apenas 17% do capital social da Cigás, perdendo a maior parte do lucro para a CS Participações.
Sinésio Campos disse que a reunião não tem o objetivo de encontrar culpados ou provocar, em um primeiro momento, a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), mas sim de esclarecer as acusações, que vieram à tona durante o processo eleitoral, e as dúvidas sobre a possibilidade de o Amazonas vir a sofrer prejuízos irreparáveis com a venda das ações para o grupo privado.
A data da audiência está marcada para o dia 10 de novembro, após o segundo turno da eleição presidencial, que acontece no dia 29 de outubro. "As jazidas de gás natural, do complexo de Urucu, no município de Coari, representam, hoje, um dos maiores patrimônios do Estado, tornando o Amazonas um exportador do produto, além de criar uma nova matriz energética e combustível mais barato e limpo para os veículos. Portanto, queremos ouvir o que a CS Participações tem a dizer sobre a negociação das ações, bem como a Petrobras, autoridades e instituições que têm relação ao assunto", finalizou o deputado.
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