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Mato Grosso do Sul
Quinta, 5 de outubro de 2006, 13h18 
MP pede cassação de 4 deputados e suplente no MS
 
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Quatro deputados estaduais eleitos e um suplente estão na mira da Justiça Eleitoral. De acordo com o jornal Correio do Estado, as representações contra os políticos foram ajuizadas no último final de semana, pelo Ministério Público (MP), por compra de votos e conduta vedada a agente público. Correm riscos de serem cassados Onevan de Matos (PDT), Antônio Braga (PDT) e Jerson Domingos (PMDB), reeleitos no último domingo, e o ex-diretor da Agehab Amarildo Cruz (PT), além do suplente da Coligação Amor Trabalho e Fé, Sinval Martins (PAN).

De acordo com a perícia da Polícia Federal as fitas em que os coronéis da Polícia Militar, Sebastião Bueno e Gerôncio da Silva, ofereciam dinheiro e combustível para que policias militares se empenhassem na campanha de Jerson Domingos, são autênticas.

Amarildo Cruz também pode não ser empossado como deputado estadual. No dia 18 de setembro, dois servidores foram flagrados usando um carro da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública, cedido à Agehab, para fins eleitorais. O MP constatou que o carro apreendido estava descaracterizado - a placa e a cor do veículo tinham sido alteradas - o que pode ter facilitado o uso do bem público para fins eleitorais. O próprio Vandemir Barreto, apontado pelos servidores da Agehab como proprietário do veículo, admitiu em esclarecimento à PF que usava o automóvel fora do horário de expediente. Para o procurador Regional Eleitoral, Emerson Kalif, ele participava ativamente da campanha de Amarildo.

O deputado estadual reeleito Antonio Braga é acusado de doar cobertores a moradores do Assentamento Recanto Rio Miranda, em Jardim, pelo assentado Agenor Ribeiro. Depois de admitir a entrega a pedido de Braga, Agenor negou que tinha dito aos oficiais de Justiça. Coincidência ou não, enquanto oficiais e a polícia faziam a apreensão no local, o advogado Marcos Oliveira Ibe foi ao cartório do município buscar processos contra Ribeiro, informando que "o sr. Braga o contatou para obter tal informação".

Já Onevan de Matos teria distribuído requisições de combustível a vários eleitores na sede de seu de seu comitê em Naviraí por meio de um de seus coordenadores de campanha, Cláudio Cavallari. O deputado teria adquirido pelo menos 9.700 litros de combustível de um posto do município. Uma estagiária do MP foi ao comitê se passando por eleitora interessada em receber a vantagem e comprovou a denúncia recebida pela promotoria.

O suplente Sinval Martins teria oferecido a eleitores, em setembro, R$ 50 reais em troca do voto. No comitê do candidato em Naviraí, foram apreendidos agendas e cadernos com anotações de nomes, números de títulos de eleitores, seção e zona eleitoral.

O Ministério Público pediu à Justiça Eleitoral a cassação do registro e do diploma dos envolvidos.
 

Redação Terra