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Quarta, 4 de outubro de 2006, 21h46  Atualizada às 03h31
Alckmin: apóio Frossard mesmo sem ela me apoiar
 
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O candidato à Presidência pela coligação Por um Brasil Decente (PSDB/PFL), Geraldo Alckmin, defendeu nesta quarta-feira o apoio que recebeu do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PMDB), e do governador reeleito de Rondônia, Ivo Cassol (PPS). Ambos são investigados pela Justiça. O candidato à Presidência afirmou que vai "apoiar Denise Frossard, mesmo que ela não me apóie". Após o apoio de Garotinho a Alckmin, a candidata do PPS ao governo do Rio anunciou que iria votar nulo no segundo turno.

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Em entrevista coletiva, Alckmin foi perguntado sobre os apoios. "Qual o problema disso? Se amanhã comprovar alguma coisa, vai ser punido". Afirmou que seu "compromisso é com o País" e que não fechou alianças com nenhum dos políticos que o apoiaram. "Apoio apenas se agradece", disse.

Alckmin argumentou que, "no segundo turno, só ficam dois candidatos" e que, "até por exclusão, as pessoas precisam escolher um dos dois". "Eu vou proibir alguém de me apoiar por causa disso?", questionou.

Nesta quarta, Alckmin encontrou com Cassol, que está sendo investigado pelo Supremo Tribunal Federal por participação no esquema de corrupção de Rondônia, envolvendo o Executivo, o Legislativo e o Judiciário estaduais. No dia anterior, o tucano recebeu apoio de Garotinho que realizou greve de fome este ano, após o Tribunal de Contas do Estado (TCE) fluminense apontar que o governo de sua esposa, Rosinha Matheus, tinha contrato com organizações que doram dinheiro ao ex-governador. Garotinho fazia campanha interna no PMDB pelo lançamento de seu nome à Presidência.

Campanha Alckmin se reuniu com assessores para discutir a campanha do segundo turno e recebeu os dois tucanos que ele gostaria de ver como seus principais cabos eleitorais nas próximas semanas.

"Nós, Serra e eu, somos agora soldados de uma cruzada. Uma cruzada pela reconstrução do Estado brasileiro, pelo desaparelhamento do Estado brasileiro", disse Aécio a jornalistas.

O governador mineiro já teve um papel muito ativo na campanha de Alckmin no primeiro turno, o que deve ter ajuda no desempenho melhor que o esperado que o presidenciável teve em Minas.

Com agências
 

Redação Terra