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O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, comentou nesta quarta-feira as críticas em torno do apoio do casal Garotinho (PMDB) à sua campanha no segundo turno da disputa presidencial. O tucano afirmou que "voto não se escolhe".
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Alckmin declarou ainda que, por exclusão, "eles (o casal Garotinho) teriam que apoiar um dos lados". O episódio lhe valeu a retirada do apoio da candidata ao governo do Rio de Janeiro, Denise Frossard (PPS), com quem se disse "decepcionado", e do prefeito da cidade do Rio, Cesar Maia (PFL).
O tucano se encontrou esta noite com os governadores eleitos de São Paulo e de Minas Gerais, José Serra e Aécio Neves, para definir estratégias de campanha. Pela manhã, Alckmin já havia recebido o apoio do governador eleito de Roraima, Ottomar Pinto (PSDB), e de Ivo Cassol (PPS), reeleito em Rondônia.
Sobre Cassol, acusado de corrupção em seu Estado, Alckmin afirmou que "até que se prove o contrário, não há nada que desabone o governador". Segundo o tucano, tanto ele quanto o casal Garotinho e outros que "caíram sob suspeitas", não estarão em seu palanque. Mesmo porque Alckmin não planeja comícios para este segundo turno.
O tucano aproveitou para criticar seu adversário, o presidente e candiato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "A questão central é descobrir de quem é o R$ 1,7 milhão que seria usado contra mim e contra o Serra. Faz 20 dias que estouraram essas denúncias e até agora não há culpados", disse, se referindo às investigações da origem do dinheiro que seria utilizado para comprar um dossiê contra candidatos tucanos.
Alckmin ainda acusou o governo Lula de utilizar a máquina pública e exemplificou com o episódio da entrevista dada ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele conversou com jornalistas no prédio do Ministério, mas a assessoria de comunicação da pasta negou que fosse uma coletiva de Mantega como ministro. "Vou desaparelhar o Estado. O aparelhamento criou a ineficiência e a corrupção", afirmou.
Campanha Serra e Aécio prometeram ao presidenciável se engajar com mais dedicação à campanha. O governador eleito de São Paulo realiza reunião já amanhã com prefeitos tucanos e deputados eleitos do PSDB. Aécio deve fazer o mesmo em Minas na próxima semana.
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