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Quarta, 4 de outubro de 2006, 15h49 
"Cada um tem o apoio do PMDB que merece", diz Hélio Costa
 
Karine Melo
Direto de Brasília
 
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O ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), disse que "cada um tem o apoio do PMDB que merece", ao avaliar a adesão do casal Rosinha Matheus e Anthony Garotinho à candidatura do tucano Geraldo Alckmin na corrida presidencial. Costa reuniu para um almoço em sua casa, em Brasília, pelo menos outros 17 ministros para conversar sobre a participação deles no segundo turno das eleições.

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Hélio Costa informou que a iniciativa da reunião partiu dos ministros de Minas Gerais, que estão avaliando se devem ou não se licenciar do governo para ajudar na campanha do presidente Lula à reeleição.

Os ministros consultaram o colega Jorge Hage, da Controladoria-Geral da União, qual seria a melhor alternativa: pedir licença ou tirar férias. Eles asseguraram que não houve qualquer pedido neste sentido de Lula, já que ele quer manter toda a estrutura de governo funcionando normalmente.

Presente à reunião, Guido Mantega se defendeu das insinuações de que estaria fazendo campanha dentro do Ministério da Fazenda. "Os ministros estão em horário de almoço e podem fazer o que bem entenderem fora do expediente", afirmou. O ministro disse ainda que não participou de nenhum comício durante o primeiro turno e nem deve fazê-lo no segundo. Mantega explicou que sua participação na campanha é técnica, incluindo conversas com economistas e integrantes do PDT e do Psol, para tratar questões econômicas do governo Lula.

Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil, também esteve presente à reunião, defendeu que a investigação da Polícia Federal em relação ao "dossiê Serra" tem que ser feita no tempo certo, "no tempo que for preciso". Dilma também defendeu a expulsão do partido de petistas responsabilizados pelo caso, mas acrescentou que 'eles tem o direito de se defender". "Estou defendendo as medidas mais drásticas possíveis. Isso é fundamental para preservar o Partido dos Trabalhadores", disse a ministra.

Dilma fez ainda crítica ao ex-procurador geral da República, do governo Fernando Henrique Cardoso, Geraldo Brindeiro. "Não foi neste governo que a imprensa chamou o procurador-geral de engavetador-geral da República. Tanto as irregularidades contra Fernando Henrique Cardoso como as contra Geraldo Alckmin restaram não-investigadas", afirmou Dilma.

Depois que o resultado das eleições foi anunciado, o presidente Lula tem se dedicado mais à campanha, deixando a agenda de governo em segundo plano. Esta preocupação de Lula em vencer as eleições tem contaminado os ministros, que já estão sendo acusados de confundir a agenda do governo com a de campanha.
 

Redação Terra