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Segunda, 2 de outubro de 2006, 18h14 
PMDB e PT elegem maiores bancadas da Câmara
 
Márcia Detoni
 
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O PMDB foi o partido que elegeu o maior número de deputados federais nas eleições de domingo, conquistando a maior bancada na Câmara com 89 representantes. O PT fez a segunda maior votação, obtendo 83 cadeiras.

De acordo com levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar(Diap), o PSDB e o PFL ficaram com 65 representantes cada um.

Confirmando a previsão dos analistas, o PMDB saiu fortalecido das urnas em relação ao pleito de 2002, quando elegeu 75 deputados —a bancada atual conta com 78 deputados em função de adesões posteriores.

Embora o PMDB não tenha uma unidade nacional nem candidato à Presidência da República, a força do partido está nos Estados, com diretórios organizados em praticamente todos os municípios. O partido elegeu o maior número de prefeitos em 2004 e deve eleger também vários governadores, o que ajuda a impulsionar as candidaturas para o Congresso.

O PT conseguiu aumentar a bancada atual de 81 deputados para 83. Mas teve perda em relação à 2002, quando elegeu a maior bancada, com 91 deputados.

Apesar do envolvimento do partido em vários escândalos —como o do mensalão e da tentativa de compra de um dossiê contra políticos tucanos—, o PT não chegou a sofrer o forte desgaste previsto por alguns analistas.

Vários petistas envolvidos em escândalos conseguiram eleger-se para a Câmara, entre eles o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha, o ex-presidente do PT José Genoino, o atual presidente do partido, Ricardo Berzoini, o deputado José Mentor, todos paulistas, e o ex-deputado Paulo Rocha (PA).

O Professor Luizinho, absolvido pelo Congresso no escândalo do mensalão, não conseguiu, no entanto, manter o cargo. Também não foi reeleita a deputada Angela Guadagnin, que dançou no plenário para comemorar a absolvição do deputado João Magno (PT-MG), acusado de envolvimento no mensalão. Magno não se reelegeu.

O PSDB elegeu 65 deputados, cinco a menos que em 2002. Atualmente, em função de troca de partido, os tucanos têm 59 deputados. A fraca votação para os candidatos do PSDB surpreendeu a maioria dos analistas, que previa a eleição de, no mínimo, 70 deputados tucanos em função da candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência e da expectativa de desgaste do PT.

O PFL também elegeu 65 deputados. Em 2002, o partido elegeu 84 representantes, mas não conseguiu mantê-los na sigla e hoje conta com 64.

Segundo os cálculos do Diap, o PP elegeu 42 representantes, o PSB, 27, o PDT, 24, o PL 23, o PTB, 22 e o PPS, 21.

O PV e o PCdoB elegeram 13 deputados cada um. O PSC, 9, o PTC, 4, o PSOL, 3, o PHS, 2, PMN, 3, o Prona, 2, o PAN 1, o PRB, 1 e o PTdoB, 1. Esses partidos não conseguiram ultrapassar a cláusula de barreira, ou seja, não conseguiram obter 5 por cento dos votos nacionais e 2 por cento dos votos em nove Estados e devem perder espaço político na Câmara.

Em função da cláusula de barreira, eles perdem direito a ocupar a presidência de comissões, e terão uma redução drástica na participação do Fundo Partidário e do tempo de propaganda na TV.

As lideranças desses partidos terão de examinar formas de fusão ou de aliança entre si para obter alguma representatividade no Congresso.

Os deputados eleitos não necessariamente permanecem fiéis às legendas, podendo haver troca de partido antes e depois da posse, alterando o quadro inicial.
 

Reuters

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