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O governador reeleito do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), concedeu
entrevista coletiva na noite deste domingo, comemorou o resultado com discrição e evitou falar sobre a sucessão presidencial. Hartung apontou como prioridade do segundo mandato a realização de investimentos maciços em educação. "A prioridade do segundo governo será a educação. O conhecimento é o maior patrimônio que podemos legar à juventude capixaba. Se o Estado entrou em novo ciclo de desenvolvimento, o que temos que fazer é garantir às futuras gerações a capacidade de aproveitar essas oportunidades", declarou.
O governador afirmou que vai ampliar a rede de atendimento de educação
infantil no Estado, através de parcerias com as prefeituras. "Temos que
aproveitar o crescimento do Estado para fazer a inclusão social e isso
só se faz com conhecimento, com educação", concluiu.
A segurança pública e a saúde são as outras áreas que, segundo o
governador, a atenção será redobrada. Na saúde, Hartung afirma que vai
aumentar os investimentos na rede estadual e vai ampliar as redes
municipais através de parcerias com as prefeituras. Ele também pretende
pressionar a bancada federal para que seja revista a tabela de
procedimentos do SUS para os hospitais filantrópicos do Estado, de forma
a aliviar a pressão sobre a rede estadual.
Com relação à segurança, o governador declarou que vai continuar os investimentos em modernização da estrutura da polícia, vai realizar concurso para contratação de novos policiais e vai ampliar o sistema penitenciário, através da construção de unidades prisionais regionais de pequeno porte. "Vamos investir, mas isso faz parte de um esforço nacional. As prefeituras têm o que fazer, o Estado têm o que fazer, e o governo federal também. Esse problema está ligado ao comércio de drogas, ao tráfico de armas, e nós precisamos unir as instituições em todos os níveis. Precisamos costurar um mutirão nacional para o combate à criminalidade", afirmou Hartung.
No entanto, antes de tomar posse, Hartung tem um desafio maior:
administrar, no caso de haver segundo turno da disputa presidencial, a
relação com as lideranças políticas que o apoiaram na reeleição e que se
enfrentam na disputa pelo Palácio do Planalto. Hartung foi reeleito com
uma ampla aliança, que incluía PT e PSDB. Questionado sobre o seu
posicionamento diante de um segundo turno com Lula e Alckmin, o
governador se esquivou. "Devo lealdade ao conjunto de forças que
participaram de minha campanha. Se houver segundo turno, terei que
conversar franca e lealmente com essas forças antes de definir minha
posição".
Ele também fez um balanço do primeiro mandato. "Eu não consegui êxito em
unir um segmento maior da sociedade capixaba. Quando fui candidato a
governador na primeira vez, eu fiz um esforço para fazer uma aliança
forte, para poder enfrentar os problemas do estado. Infelizmente, nós
não conseguimos juntar todos. Agora, eu vou tentar novamente".
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