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Antes de se tornar governador do Tocantins, Marcelo de Carvalho Miranda (PMDB), 45 anos, foi eleito deputado estadual por três mandatos consecutivos e presidiu a Assembléia Legislativa durante seus últimos quatro anos como parlamentar.
Eleito pelo PSDB em 2002 o candidato manteve delicadas relações com o grupo do ex-governador Siqueira Campos, até que em 2005 Marcelo oficializou a desfiliação do partido. Após algum tempo sem legenda, o governador acabou filiando-se ao PMDB, o que levou muitos ex-companheiros a chamá-lo de traidor. Marcelo defendeu-se dizendo que "o mais importante é que não traí o povo".
Com a nova filiação partidária, Marcelo Miranda passou a ser duramente criticado por seus ex-colegas "por sua falta de desenvoltura à frente do Executivo" e, principalmente, pelas denúncias contra o seu governo, de nepotismo e favorecimento de empresas da família, publicadas pela imprensa tocantinense.
Pouco confortável no PMDB, Marcelo demorou realizar nomeações de seus partidários no governo, o que gerou desconfiança em seus novos companheiros de legenda. No início de 2006, Marcelo finalmente realizou uma reforma em seu secretariado, empossando seus correligionários, o que melhorou suas relações dentro do partido.
Durante as convenções realizadas em julho deste ano, Marcelo Miranda confirmou seu nome para concorrer à reeleição. Devido à verticalização imposta pelo TSE, o candidato optou por coligar-se com o PFL da candidata a senadora Kátia Abreu, em detrimento ao PT, do prefeito da capital, Raul Filho. A escolha deixou alguns petistas revoltados. O nome da candidata ao senado, no entanto, conquistou a simpatia do eleitorado, fazendo com que a preferência por Marcelo Miranda nas pesquisas eleitorais também aumentasse, e um novo mandato se tornasse possível.
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