| Jarbas Oliveira/Agência Estado |
 Cid Gomes foi eleito governador no Ceará |
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O governador eleito para administrar o Ceará no próximo mandato é o engenheiro civil Cid Ferreira Gomes (PSB), de 43 anos.
A inspiração para a vida política surgiu dentro de casa. Na década de 70, o pai, Euclides Ferreira Gomes foi prefeito do município de Sobral, a 224 quilômetros de Fortaleza. O irmão mais velho de Cid, o ex-ministro e candidato a deputado federal Ciro Gomes foi prefeito de Fortaleza e governador do Estado entre as décadas de 80 e 90.
Nessa mesma época, Cid passou a atuar no legislativo cearense. Foi eleito deputado estadual em 1990 e reeleito em 1994, quando assumiu a presidência da Assembléia com apenas 31 anos. Esse início contou com o estímulo do atual senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Até 1996, os irmãos fizeram política no mesmo partido de Jereissati e contavam com o apoio e a amizade do tucano. Nesse ano, Ciro saiu do PSDB e ingressou no PPS; Cid fez o mesmo. No entanto, a atitude não significaria a desvinculação entre Jereissati e a família Ferreira Gomes.
Em 1996, Cid foi eleito prefeito de Sobral. Em 2000, foi reeleito e cumpriu o mandato até o fim, deixando o cargo em 2004. Com a aproximação cada vez maior de Ciro com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no ano passado a família mais uma vez decidiu mudar de partido, seguindo para o PSB. Com essa sigla, Cid concorreu ao governo do Estado.
Mesmo com o apoio explícito de Lula e da prefeita de Fortaleza Luizianne Lins (PT), o candidato do PSB enfrentou diversas vezes, durante a campanha, ataques de adversários que vinculavam a candidatura dele à figura de Tasso Jereissati, um dos mais ferrenhos opositores ao governo do atual presidente.
Durante esse período, em nenhum momento Cid declarou abertamente o rompimento com o senador. A afirmação mais próxima disso ocorreu no debate promovido, na última terça-feira, pela afiliada da TV Globo no Ceará. Nesse dia, Cid reproduziu uma frase dita por Jereissati na imprensa local. "O senador disse que ia 'votar 45 de cabo a rabo'", afirmou o candidato do PSB como forma de se desvincular do tucano.
Durante toda a campanha, Cid foi duramente atacado pelo seu principal opositor, o governador e candidato à reeleição Lúcio Alcântara (PSDB), com denúncias de irregularidades em sua gestão em Sobral. Ao invés de rebater, o candidato preferiu utilizar seus programas eleitorais para apresentar propostas de seu programa de governo. A estratégia deu certo.
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