| Reinaldo Marques/Terra |
 Hamilton chega à sede da Polícia Federal |
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Hamilton Lacerda, acusado de envolvimento com a compra de um dossiê que supostamente envolvia candidatos tucanos com a Máfia das Sanguessugas, acumulava os cargos de coordenador de comunicação da campanha de Aloizio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo e de assessor parlamentar do candidato, também senador.
Lacerda, que está depondo na sede da Polícia Federal em São Paulo, foi acusado de ser a pessoa que levou mala com R$ 1,7 milhão para a compra do dossiê.
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Em São Bernardo do Campo, onde Mercadante acompanha agenda de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, o candidato respondeu que não há nada de irregular no acúmulo das duas funções e esclareceu que Hamilton Lacerda recebia como assessor parlamentar. "Ele começou a trabalhar em 14 de março deste ano por causa da longa militância do PT", disse Mercadante.
"Quero que esse espisódio seja esclarecido porque irá fortalecer minha biografia e história", ressaltou sobre o seu envolvimento na compra do dossiê. Mercadante afirmou que o caso "é parte de uma disputa política e de ataque a sua campanha de quem tem medo que ele vá para o 2º turno".
O acúmulo dos dois cargos supostamente não seria uma irregularidade caso o servidor conseguir conciliar as duas tarefas sem prejuízo à sua função pública. Lacerda poderia atuar na campanha de Mercadante desde que fora do horário de seu expediente no Senado. Conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE, a legislação dispõe sobre as regras para as atuações dos candidatos, não a respeito de seus assessores.
A exoneração de Lacerda no cargo de assessor parlamentar foi publicada no boletim do Senado da última segunda-feira, dia 25.
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