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A Polícia Federal alagoana já recebeu mais de uma centena de denúncias de compra de votos. Entre os denunciados, estão falsos funcionários do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que estariam estimulando mesários a não participar da votação neste domingo. "Eles querem forçar a substituição destes mesários", apontou o superintendente da PF, Rogério Cota.
Para evitar a proliferação de ameaças a eleitores, mais de sete mil homens das polícias civil e militar estão partindo hoje para 101 municípios alagoanos, nos preparativos para as eleições. Amanhã, será a vez dos homens do Exército e dos integrantes da Polícia Federal deslocarem suas tropas para o interior, mas em áreas específicas.
A PF terá cinco postos em cidades consideradas como tensas em período políticos. Nestes lugares, as famílias tradicionais da região ou os candidatos a deputado federal ou estadual brigam pelo voto, na antiga cultura do voto a cabresto, uma espécie de coação do eleitor através de troca de favores ou ameaças. As cidades com postos da PF são: Minador do Negrão, Flexeiras, Batalha, Maragogi, Chã Preta e Arapiraca.
O Exército terá homens em 20 cidades do Estado. Em algumas delas, crimes do passado ainda assustam a população, como em Satuba, onde o professor de Educação Artística, Paulo Bandeira, foi amarrado em seu carro e queimado vivo por denunciar desvios de verbas da educação da cidade; em Roteiro, o prefeito Edvaldo dos Santos foi assassinado com assessores.
Para o comandante da PM, coronel Acírio Nascimento, o clima nestas eleições será de paz. "O eleitor vai se sentir seguro nas cidades e a PM está preparada para ajudar na segurança no dia da eleição, a festa da democracia".
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