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Quarta, 27 de setembro de 2006, 13h52  Atualizada às 15h28
Lula quer ir ao debate, mas avalia riscos eleitorais
 
Karine Mello
Direto de Brasília
 
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu no final da manhã com o subsecretário-geral da Presidência da República Cezar Alvarez, quatro ministros e outros colaboradores para analisar sua ida ao debate da TV Globo na quinta-feira. Segundo uma fonte ouvida pela agência Reuters que acompanhou parte da reunião, Lula manifestou desejo de ir ao programa, mas ainda avalia os riscos eleitorais dessa decisão.

» Opine: Lula deve ir ao debate?
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"Pessoalmente ele está louco para ir, mas ainda vai analisar todo o quadro, inclusive as pesquisas de hoje, para decidir", disse a fonte, que pediu para não ser identificada. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que o governo e base governista estão divididos em relação à presença de Lula. Segundo Marinho, tudo vai depender da intuição do presidente.

O risco mais temido pelo comando do PT é de que se provocado, especialmente pela senadora Heloísa Helena (PSOL), Lula cometa erros que venham a ser amplificados na sexta e no sábado pela mídia, principalmente pelo rádio.

O presidente já está analisando sugestões para compatibilizar sua eventual presença no debate com o comício de encerramento da campanha do primeiro turno, marcado para as 19h da mesma quinta-feira em São Bernardo do Campo. O debate será realizado após as 22h, no Rio de Janeiro.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse a jornalistas que sugeriu ao presidente instalar um telão no palanque de São Bernardo e utilizar um canal de satélite para apresentar uma mensagem ao vivo direto do Rio para o público do comício. "Hoje temos tecnologia que permite ao Lula participar dos dois eventos", disse Marinho. "Foi a minha sugestão para resolver esse problema, porque quanto a ir ao debate, as opiniões estão divididas meio a meio."

Segundo Marinho, não apenas os auxiliares de Lula têm dúvidas quanto à participação no debate. Elas estariam dividindo também o chamado "chão da fábrica", as bases sindicais do presidente.

"Metade acha que não vale a pena, porque ele vai ser provocado e o debate pode ser manipulado", disse o ministro e ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT). "A outra metade acha que nós não devemos nada a ninguém e que o Lula tem que ir lá para arrebentar."

Com Reuters
 

Redação Terra