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Terça, 26 de setembro de 2006, 19h34  Atualizada às 22h26
Lula: fiz 'transfusão' para enfrentar PFL e PSDB
 
Fabiana Leal
Direto de Belo Horizonte
 
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O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criticou adversários em comício realizado na noite desta terça-feira, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Segundo Lula, pessoas do PFL e do PSDB o fizeram sangrar durante um ano e meio para que chegasse fraco às eleições. No entanto, afirmou que irá resistir bravamente até o dia 1º de outubro devido à 'transfusão de sangue' que fez com o povo brasileiro.

» Terra Magazine: Andarei com as pernas do povo, diz Lula
»CNT/Sensus: Alckmin cresce, mas Lula vence no 1º turno

"Gente do PFL e PSDB; gente que não tem moral para falar em ética", criticou o presidente, que acusou ambos os partidos de preferirem não falar em cassação e, sim, trazer à tona escândalos que prejudicassem sua campanha - como o caso do dossiê de Cuiabá.

"Chegaram a dizer que não precisavam me cassar, como fizeram com tantos outros presidentes. Chegaram a dizer que, comigo era importante apenas me fazer sangrar, para chegar no final da campanha e eu não ter forças para disputar as eleições. Só que eles esqueceram que, quando eles fizeram a Operação Sanguessuga com a ambulância, eu fiz a 'operação transfusão' de sangue. O povo brasileiro me deu um pouco do seu sangue para que eu pudesse resistir e enfrentá-los até o dia 1º de outubro", disse Lula.

Poesia
Segundo o candidato, tem uma coisa nova que está acontecendo na política brasileira. "De repente, algumas pessoas que achavam que podiam falar em nome do povo brasileiro, estão perplexos porque o povo não os está seguindo mais. Estão perplexos porque o povo brasileiro aprendeu a andar com as próprias pernas. A enxergar com seus próprios olhos e a pensar com a sua própria consciência".

Lula disse que procurava um poema de Carlos Drummond de Andrade, mas não encontrou um que falasse o que ele queria expressar para explicar porque seus adversários andam perplexos, sem saber o que está acontecendo no Brasil. Se não encontrou nas palavras de Drummond, achou o poema "O outro Brasil que vem aí", criado em 1926 por Gilberto Freyre.

Veja um trecho do poema:
Eu ouço as vozes
eu vejo as cores
eu sinto os passos
de outro Brasil que vem aí
mais tropical
mais fraternal
mais brasileiro.
O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados
terá as cores das produções e dos trabalhos.
Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças
terão as cores das profissões e regiões.

O presidente aproveitou o comício para lembrar os bons resultados obtidos nas últimas pesquisas. "Eu ganharei as eleições no domingo que vem, para a felicidade do povo e desencanto de uns", disse Lula, que desafiou a imprensa a mostrar um governo que investiu mais no social do que o seu.

A última sondagem do instituto Sensus, divulgada nesta terça e encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), indica a liderança de Lula na pesquisa, com 51,1% das intenções de voto.

Ao começar o discurso, Lula brincou com os militantes pedindo para que todos baixassem as bandeiras dos seus candidatos (Senado, governo estadual e deputados) para que ele pudesse ver a multidão que se aglomerou na Praça da Estação, Centro de Belo Horizonte, no sétimo comício e último do presidente no Estado antes das eleições. "Vocês irão perceber que eu estou mais bonito do que eu era. Eu vou perceber que vocês estão mais bonitos do que eram".


 

Redação Terra