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Sábado, 16 de setembro de 2006, 23h28  Atualizada às 01h30
Na Bahia, Lula chama ACM de "hamster"
 
Héwelin Fernandes
Direto de Salvador
 
César de Oliveira/Especial para Terra
Lula faz comício em Salvador ao lado dos candidatos ao governo Jaques Wagner (PT) e ao senado João Durval (PDT)
Lula faz comício em Salvador ao lado dos candidatos ao governo Jaques Wagner (PT) e ao senado João Durval (PDT)
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A 15 dias do começo das eleições, o candidato à reeleição, Luís Inácio Lula da Silva, esteve pela segunda vez em Salvador para um comício (o último foi dia 12 de agosto). Em discurso de 40 minutos, o Presidente chamou o senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) de hamster. Na tarde deste sábado, durante comício em Feira de Santana, também na Bahia, Lula já havia feito a mesma comparação com o senador pefelista.

» Terra Magazine: Lula chama ACM de 'hamster'

"Durante o governo FHC era chamado de leão do norte, mas pra mim ele não passa de um hamster. Pra entrar na minha sala ele terá que pedir licença. Não tenho diploma, mas tenho vergonha na cara", completou.

Lula disse ainda que "na Bahia tem tipo de político que acha que pode bater na mesa só porque é conhecido como leão do norte. Ele tem muita bronca de mim, porque nunca o convidei pra ir na minha sala", afirmou o presidente.

Lula se referiu também ao filho de ACM. "Ele deveria ter aprendido com Luiz Eduardo Magalhães que, na época presidente da Câmara, era muito educado e sabia respeitar as pessoas".

Sem citar nomes, o candidato à reeleição não deixou de fora o neto de ACM. "Aqui neste Estado (Bahia) tem políticos que não respeitam nada. Um "naniquinho" desse tamanho disse que queria me bater, sendo que ele não agüenta nem um sopro, mas não respondi a ele, porque não quis trocar xingamento e preferi ter paciência".

Lula também reiterou que é contra a reeleição, mas explicou o motivo de ser novamente candidato: "pra mim, em especial, quatro anos foi pouco, pois nos dois primeiros anos só "bateram" em mim. O Brasil tem uma elite política que sempre esteve contra mim, mas consegui governar porque o povo sempre esteve ao meu lado, por isso mereço fazer outro governo".

O presidente encerrou o discurso dizendo que não aceita a idéia de um nordeste pobre e atrasado e promete construir ferrovias e universidades.

"Se não construirmos universidades, teremos que construir presídios".

No comício, Lula estava ao lado do candidato ao governo do Estado da Bahia, Jaques Wagner, da coligação Bahia de Todos Nós (PT, PMDB, PCdoB, PSB, PPS, PP, PTB, PRB e PMN).

Enquanto Lula lidera a campanha eleitoral, Wagner segue na campanha em segundo lugar, como mostrou a última pesquisa Ibope, divulgada na segunda-feira. Wagner tem 26% de votos contra 50% Paulo Souto, atual governador da Bahia, e candidato à reeleição pelo PFL.

O TRE-BA proibiu que Vagner associe a sua imagem a do presidente Lula na campanha em função de representações encaminhadas pelo PFL ao TRE-BA.

"Se o senhor tem vergonha ao seu candidato a presidência (Geraldo Alckmin) não me impeça de mostrar o meu", disse Wagner.

No discurso, o candidato petista ao Governo do Estado disse que ele, como governador, vai trilhar na Bahia o mesmo caminho que Lula trilhou no governo federal. "Nunca o prefeito e a posição tiveram o apoio do governo comandado pelos pefelistas", afirmou o Wagner.


 

Redação Terra