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Quarta, 13 de setembro de 2006, 18h22  Atualizada às 18h41
PT deve sair mais forte das urnas do que previam analistas
 
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O PT deve sair das eleições para o Congresso bem mais forte do que previam inicialmente os analistas. Centros de estudos e empresas de marketing político que apostavam em uma redução drástica da bancada petista na Câmara em função dos escândalos de corrupção estão agora revisando suas projeções.

Na avaliação da consultoria Arko Advice e do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), o PT deve eleger uma bancada semelhante à atual, com 70 a 80 deputados. Já o Núcleo de Estudos sobre o Congresso do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) prevê um aumento expressivo na bancada do PT em função da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Existe uma expectativa de recuperação da popularidade de Lula, e o PT pode ser beneficiado por isso", afirmou o cientista político Cristiano Noronha, da Arko Advice, referindo-se às pesquisas que apontam a possibilidade de uma vitória de Lula já no primeiro turno das eleições.

Em maio, ainda sob o impacto do escândalo do mensalão, a Arko previa uma bancada petista bem menor, como 55 a 70 deputados. O Diap seguia na mesma linha, projetando a eleição de 60 a 75 petistas. Agora, ambos prevêem uma bancada de até 80 deputados ¿atualmente o partido conta com 81.

Essa também é a avaliação feita no próprio PT. Assessores da campanha dizem que o partido deve manter o mesmo número de deputados, compensando prováveis perdas no Sul e Sudeste com a eleição de um número maior de candidatos no Nordeste, onde Lula tem forte apoio.

Mesmo que mantenha o espaço atual, o PT, segundo a Arko e o Diap, sairá perdedor das urnas, já que, em 2002, conseguiu eleger 91 deputados ¿dez dos quais deixaram a legenda. O Iuperj traça, no entanto, um cenário bem mais positivo. Nessa avaliação, o PT poderá eleger até 108 deputados se Lula vencer no primeiro turno e 102 se houver segundo turno. "O PT pode ser o partido mais bem votado ou ficar entre os mais votados", disse o cientista político do Iuperj Fabiano Santos.

A projeção positiva do instituo leva em conta a premissa de que a eleição presidencial sempre beneficia o candidato ao Congresso ligado ao presidente quando o presidente é popular. Outros aspectos pró-PT apontados pelos analistas são o controle da máquina pública federal, que atrai os mais diversos apoios, e o fato de o partido estar estruturado na maioria dos municípios. "Mas não sabemos avaliar até que ponto os escândalos vão afetar esses fatores", ressalvou Santos.

Para David Fleischer, cientista político da Universidade de Brasilia (UnB), o impacto das denúncias não pode ser subestimado. "O PT foi bastante danificado em vários Estados", insistiu. Na contracorrente dos demais analistas, Fleischer acha que o PT elegerá entre 50 e 55 deputados.

No Senado, onde a disputa é por apenas um terço das vagas, espera-se que o PT mantenha as 11 cadeiras, podendo perder um parlamentar. A Arko e o Diap dizem que o novo Congresso deve manter uma correlação de força próxima da atual, com o governo tendo de costurar alianças para garantir uma maioria tênue.

PMDB
Na avaliação do Diap, da Arko e de Fleischer, o PMDB, que elegeu 75 deputados em 2002 e hoje conta com 79, em virtude de adesões posteriores, terá a maior bancada na Câmara em 2007 e vai disputar com o PFL a maioria também no Senado.

A vantagem do PMDB, segundo os analistas, está na forte estrutura regional do partido. "O PMDB é um partido extremamente consolidado", disse Noronha, da Arko. "O partido deve eleger o maior número de governadores e tem o maior número de prefeitos, além de ter ficado livre, por não disputar a Presidência, para fazer o maior número de alianças regionais. Isso pesa a favor da bancada no Senado e na Câmara", explicou.

"O PMDB será o fiel da balança do próximo governo", afirmou o cientista político do Diap Antônio de Queiroz. "Se sair empatado, o partido vai buscar deputados em outras legendas depois da eleição", prevê. Na avaliação da Arko, o PMDB elegerá entre 85 e 100 deputados. O Diap fala de 80 a 95, e Fleischer, de 90 a 95.

Já o Núcleo de Estudos do Congresso do Iuperj acha que o PMDB ficará com apenas 56 cadeiras. "O PMDB vem caindo (perdendo cadeiras) ao longo do tempo e não tem candidato à Presidência", argumentou Santos.

PFL E PSDB
O Iuperj também aposta em uma redução na bancada do PFL, que elegeu 84 deputados em 2002 e hoje tem 20 parlamentares a menos. Para o instituto, o partido deve ficar com 61 cadeiras. Já a Arko acha que os pefelistas, bem estruturados no Norte e Nordeste, devem eleger de 65 a 80 deputados. O Diap projeta uma bancada de 75 a 90 deputados, e Fleischer, de 80 a 85.

Com relação ao PSDB, cujo candidato à Presidência, em coligação com o PFL, Geraldo Alckmin, aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, também há divergências. O Iuperj aposta no crescimento do partido, enquanto os outros três acham que os tucanos devem repetir o desempenho de 2002, quando elegeram 70 deputados, embora hoje contem com 58.

A Arko prevê a eleição de 65 a 80 tucanos, o Diap de 70 a 85, e Fleischer, de 70 a 75. Já para o Iuperj, o número fica em 78, se a eleição for definida a favor de Lula no primeiro turno, ou 82.
 

Reuters

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