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Quinta, 7 de setembro de 2006, 04h57  Atualizada às 08h42
Lula promete coalizão com PMDB e nega 3º mandato
 
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Candidato à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirma, em entrevista concedida por e-mail ao jornal O Estado de S.Paulo, que pretende "fazer pessoalmente quantos acordos forem necessários com a oposição sobre questões de interesse nacional" se for eleito. Citando o PMDB, Lula planeja construir um governo de coalizão com aliados, liderado pelo PT, "para dar ao País a tranqüilidade de que ele necessita" e "garantir uma base de sustentação no Congresso". Lula também garante que "não vai mudar as regras do jogo" para tentar um terceiro mandato, se conseguir se reeleger em outubro: "nunca defendi a reeleição".

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Na entrevista, o presidente também se compromete, em eventual segundo mandato, a manter o superávit primário "da ordem de 4,25%", promover um "crescimento vigoroso" da economia e aprovar uma reforma política "urgente".

Quanto às denúncias de corrupção envolvendo o governo federal e integrantes da base aliada, Lula mais uma vez não diz por quem foi "traído" no escândalo do mensalão e responsabiliza o Ministério Público (MP) por não haver conclusão até agora do inquérito do caso Waldomiro Diniz.

Ainda sobre os escândalos que envolveram a administração federal, o candidato petista garante que o governo " fez tudo o que precisava ser feito" para punir os responsáveis, em um processo de aprendizado "às vezes doloroso". Ele cita o afastamento de supostos envolvidos e a determinação para a abertura de investigações pela Polícia Federal (PF) e Controladoria Geral da União (CGU).

"Não colocamos obstáculo a que as outras instituições, como o Ministério Público e o Legislativo, com três CPIs, também investigassem com total independência (...). Nunca, nem um dia sequer, deixei de cumprir rigorosamente a agenda de governo em função da crise. Essa talvez tenha sido a principal lição: a de que o melhor remédio quando se têm problemas é trabalhar mais duro ainda", declara.

Reforma tributária
Questionado se faltou vontade política para aprovar a reforma tributária, Lula coloca a culpa na oposição:

"Não faltou vontade política. Ao contrário, essa foi uma prioridade do nosso governo. Ninguém pode esquecer que, em abril de 2003, eu fui ao Congresso Nacional com 27 governadores para levar uma proposta de reforma tributária. A parte federal foi votada, mas a estadual, ainda não. No mês passado, fizemos novo esforço para tentar a aprovação, propusemos até a concessão de 1% a mais do Fundo de Participação dos Municípios. A oposição, porém, não quis votar".

Cooperação com Chávez na área nuclear
Ao responder sobre a pretensão do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de ativar o acordo de cooperação firmado com o Brasil no campo da tecnologia nuclear, Lula demonstra disposição em ajudar o país vizinho, apesar da pressão política dos Estados Unidos:

"Defendemos a cooperação internacional nessa área e o direito de todos os países a terem acesso à tecnologia nuclear para fins pacíficos, sob a supervisão dos organismos multilaterais especializados, como a AIEA. Há possibilidades de cooperação".
 

Redação Terra