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Quinta, 31 de agosto de 2006, 13h00 
Lula quer "bênção do povo" antes de fazer acordos políticos
 
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, disse nesta quinta-feira que espera a "bênção do povo" na eleição de outubro para concretizar acordos de possível segundo mandato. Entre as prioridades, a costura do projeto de reforma política deve seguir os moldes da Reforma Universitária, onde caberia ao Congresso dar o "retoque final" à proposta.

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"Prefiro que primeiro haja a bênção do povo para a gente poder começar a fazer os acordos que temos que fazer," disse o presidente Lula durante entrevista à rádio Guaíba. Na véspera, o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, e o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), se reuniram para iniciar a discussão da pauta política para o próximo ano no Congresso.

Mesmo assim, Lula negou que o governo já tenha começado a fazer negociações em relação a um possível segundo mandato. Ao relativizar sua chance de reeleição, lembrou casos de candidatos que deram a vitória como certa e tiveram uma experiência semelhante a "um casamento que, na hora do altar, não aconteceu."

Apesar da cautela, reafirmou sua disposição de propor a todos os partidos políticos um acordo para viabilizar seu plano de governo. Neste processo de entendimento, caberia ao Congresso aprovar os marcos regulatórios dos projetos de desenvolvimento. Ao considerar seu programa para um possível próximo governo como "pragmático" e "muito prático," o candidato disse que a intenção é cumprir os objetivos propostos e apostar em grandes projetos.

Papel da sociedade
O "presidente-candidato", como ele mesmo se define, defendeu a importância da participação dos partidos políticos e da sociedade na definição das novas regras do sistema eleitoral.

"O presidente da República tem um papel de coordenador dos partidos aliados para que eles entrem no Congresso com a proposta. O ideal é que (a proposta) seja da sociedade, como tivemos na Reforma Universitária em que debatemos mais de um ano e ouvimos todos os interessados. Quando estiver bem (formatada), damos entrada no Congresso Nacional para que eles dêem o retoque final," disse o presidente.

A elaboração e a defesa do anteprojeto de Reforma Universitária foram coordenadas pelo então Ministro da Educação, Tarso Genro, que agora propõe uma "concertação política" entre o Executivo e o Legislativo. Além de voltar a defender o fim da reeleição e a ampliação de mandatos para 5 anos, o presidente Lula disse que o uso de recursos da iniciativa privada em campanhas eleitorais deve ser "terminantemente proibido" e o financiamento deve ficar restrito a verbas públicas. "As pessoas têm que aprender a ganhar eleição, trabalhando mais e gastando menos," disse Lula.
 

Reuters

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