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Terça, 29 de agosto de 2006, 18h05 
Lula diz que buscará amplo apoio político se for reeleito
 
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que, se for reeleito para um segundo mandato, considerando que está em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, buscará o apoio de todas as forças políticas do país para governar.

"Pretendo convocar todos os partidos políticos, não para falar de alianças, mas para discutir projetos para o Brasil", disse Lula aos jornalistas em São Paulo, onde hoje apresentou seu programa de Governo caso seja reeleito.

Apesar do desgaste político sofrido nos quase quatro anos em que está no poder, Lula afirmou que não "há nenhuma preocupação em relação ao Congresso", onde o PT não tem a maioria da bancada, e acrescentou que trabalhará "pessoalmente" para melhorar a relação com o Legislativo.

"O que pedimos é uma nova oportunidade para corrigir os erros e aperfeiçoar o que fizemos corretamente", disse o presidente e candidato, no ato de lançamento de seu programa de Governo, quando afirmou que "com mais trabalho poderemos ganhar as eleições e com mais ousadia, fazer melhor as coisas".

O programa de Lula para um possível segundo mandato enfatiza o crescimento econômico e os projetos sociais, mas na essência é a continuação das diretrizes seguidas desde 1º de janeiro de 2003, quando assumiu a Presidência.

"O nome do meu novo mandato será desenvolvimento, distribuição de renda e educação", disse Lula, candidato da coligação "A Força do Povo", formada por PT, PCdoB e PRB.

O programa que Lula pretende colocar em prática entre 2007 e 2010 é baseado em seis "compromissos com o povo brasileiro para continuar mudando", que começam com o combate à exclusão social, à pobreza e à desigualdade.

Os outros compromissos são o aprofundamento de um novo modelo de desenvolvimento com crescimento, distribuição de renda e sustentabilidade ambiental, educação em massa e de qualidade, ampliação da democracia, garantia de segurança pública e inserção social.

"Estamos em condições de assegurar que o Brasil vai para frente e que este é um processo sem volta", disse Lula no discurso de lançamento do programa de Governo.

Lula disse que durante seu Governo houve melhoras nos indicadores macroeconômicos do país e nas condições de vida da população, e afirmou que "os números contradizem os pessimistas, que dizem que não aconteceu nada na economia brasileira".

O atual presidente insiste na necessidade de continuar "mudando o Brasil", e seu programa de Governo ressalta que é preciso fazer as reformas política e judicial. No entanto, fica relegado o assunto das reformas tributária e da previdência social, que - segundo os economistas - são fundamentais para garantir o crescimento sustentável da economia.

O programa de Governo de Lula também não cita metas a serem cumpridas caso haja um segundo mandato, o que - disse - foi evitado para que não se fale de fracasso caso algum indicador fique abaixo dos objetivos traçados.

"Vamos trabalhar com humildade, mostrar as coisas que fizemos e o que podemos fazer", disse Lula, que está na liderança das pesquisas e pode vencer as eleições sem necessidade de segundo turno.

A pesquisa mais recente, feita pelo Instituto Sensus e divulgada hoje pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), mostrou que Lula tem grande chance de conseguir se reeleger no primeiro turno.

A enquete mostrou que, no último mês, as intenções de voto para Lula subiram de 47,9% para 51,4%, enquanto a porcentagem de seu principal adversário, Geraldo Alckmin (PSDB), ficou praticamente inalterada, de 19,7% para 19,6%.
 

EFE

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