ELEIÇÕES 2006
PRESIDENCIAL
ESTADUAIS
 Boletim
Receba as últimas notícias em seu email

 Fale conosco
Participe! Envie suas críticas e sugestões

 Sites relacionados
Eleições 2004


Presidencial
Terça, 29 de agosto de 2006, 16h25  Atualizada às 17h56
Programa de Lula amplia espaço de movimentos sociais
 
Últimas de Presidencial
» Lula falhou na participação social, diz especialista
» Stédile diz que reeleição é "extremamente positiva"
» Lula mantém rumo da economia e Mantega na Fazenda
» Contrapartida de apoio de Maggi a Lula prevê cargos federais
Busca
Faça sua pesquisa na Internet:

Ao definir em seu programa a reforma política como prioridade para um segundo mandato, o presidente-candidato Luiz Inácio Lula da Silva prevê mudanças na organização dos partidos e dá maior peso no processo político aos chamados movimentos sociais.

O programa de governo divulgado nesta terça-feira propõe "ampliação da democracia", maior "controle social" sobre o Estado, "democratização dos meios de comunicação", "aprimoramento da democracia participativa" e "geração de novos direitos". Quanto aos partidos, prega a fidelidade, o financiamento público e o voto em listas.

"Terá prioridade uma reforma política a ser definida por meio de amplo diálogo entre o Congresso Nacional, os partidos e a sociedade brasileira", propõe o programa, estendendo o debate para além das forças partidárias tradicionais.

O governador do Acre, Jorge Viana, muito próximo de Lula, defende que movimentos e entidades participem da elaboração de uma proposta de reforma, antes que o governo encaminhe um texto ao Congresso. "De maneira não conflitiva, defendo uma participação maior dos movimentos nas decisões que interessam ao país", disse Viana após o lançamento do programa. "Seria uma espaço inclusive para os que pensam diferente das forças do governo".

Credor de apoio
Lula conseguiu manter o apoio de sindicalistas urbanos e rurais ao longo da crise do mensalão. Em julho do ano passado, no auge das denúncias contra o PT e o governo, CUT, Contag, MST, UNE e outros lançaram um manifesto "contra o golpe das elites". Há uma semana, o presidente-candidato recebeu o apoio de dirigentes da Força Sindical, adversária da CUT, e até de Emilson Moura, o Alemão, presidente da Social-Democracia Sindical (SDS), ligada ao PSDB.

"Somos credores do apoio dos movimentos a um governo identificado com as transformações sociais", acrescentou Viana. "Mas nem os movimentos nem o governo têm interesse em confrontar o Congresso ou as instituições".

Em entrevista à Reuters na segunda-feira, João Pedro Stédile, dirigente nacional do MST, disse que os movimentos farão pressão no próximo governo "para manter Lula do nosso lado".

Controle e comunicação
"O segundo Governo Lula prosseguirá na busca de um maior controle do cidadão sobre o Estado, estimulando a participação da sociedade civil na formulação do orçamento e na definição, avaliação e controle das políticas públicas", diz o programa de governo.

Em seu primeiro ano de mandato, o governo Lula reuniu 1.170 entidades em reuniões regionais para discutir o Plano Plurianual 2004-2007, mas muitas dessas entidades queixaram-se de não ter propostas incorporadas ao PPA.

O programa de governo afirma que "será garantida a democratização dos meios de comunicação, permitindo a todos o mais amplo acesso à informação". Esse é um dos temas de interesse dos chamados movimentos sociais.

Um texto interno do PT, publicado pela Folha de S. Paulo, propõe revisão das concessões de TV e apoio publicitário a novas publicações. O coordenador do programa, Marco Aurélio Garcia, disse a jornalistas nesta terça-feira que o texto ainda não foi debatido pela direção da campanha.
 

Reuters

Reuters Limited - todos os direitos reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.