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Segunda, 28 de agosto de 2006, 19h11  Atualizada às 19h27
Datafolha: Lula nunca foi tão favorito mas eleitor pode mudar
 
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Todos os indícios estatísticos dão conta de que a eleição está decidida e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será reeleito no primeiro turno. Mas para Mauro Paulino, diretor do Instituto Datafolha, a ocorrência de um fato inusitado e a tendência do eleitor de tomar uma decisão mais perto da data da votação podem levar o jogo ao segundo turno.

" É perigoso, não se pode projetar para a frente o resultado das pesquisas de hoje", alertou Paulino nesta segunda-feira. Mas admitiu: "Lula nunca foi tão favorito para vencer no primeiro turno como neste momento". O sociólogo, no entanto, leva em consideração o movimento de mudança do eleitor. "O favoritismo existe, a chance de que termine no primeiro turno hoje é maior do que nunca, mas há histórico, há eleições anteriores, que mostram que o quadro não é imutável, o eleitor tem decidido o voto próximo das eleições", previu, ressalvando que esta possibilidade é pequena.

Como prova de mudança de opinião do eleitor, Paulino conta que, no final do ano passado, Lula e Alckmin estavam empatados em simulação do instituto de segundo turno. Em pesquisa Datafolha divulgada na semana passada, Lula subiu de 47% para 49%, enquanto seu principal adversário, Geraldo Alckmin (PSDB), passou de 24% para 25% por cento.

O Datafolha e os demais institutos que realizam pesquisas de intenção de voto (Ibope, Sensus e Vox Populi) indicam vitória do petista no primeiro turno. Na corrida eleitoral, Lula atingiu ainda o recorde de 37% nas intenções de voto espontâneas (quando o entrevistador pergunta em quem o eleitor vai votar e não apresenta uma lista de candidatos). Este patamar é outro indicativo para a vitória de Lula no primeiro turno. Pesam ainda os 80% dos eleitores do petista que se dizem totalmente decididos, contra 67% de Alckmin, além das taxas de rejeição, agora muito próximas.

Alckmin tem convicção de que levará a eleição para o segundo turno, apostando principalmente no horário eleitoral gratuito do rádio e da TV. Mas o tucano vem resistindo às pressões dos partidos da coligação que o apóia para utilizar na campanha denúncias contra o presidente Lula e seu governo. "O que a gente tem visto com as pesquisas é que as questões envolvendo corrupção não têm modificado o quadro eleitoral. O eleitor não tem feito esta conexão... O Lula continua melhorando a avaliação do seu governo e sua taxa de intenção de voto", disse Paulino.

Indagado sobre o salto na avaliação positiva do governo, de 45% para 52%, Paulino disse que foi resultado do horário eleitoral gratuito. "Os sete pontos saíram dos que avaliavam o governo como regular", afirmou.
 

Reuters

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