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Em entrevista à TV Alerj, os candidatos "nanicos" Alexandre Furtado (PSL), Thelma Maria (PCO) e Eliane Cunha (PRP) expuseram ontem e hoje suas propostas para o governo do Rio de Janeiro.
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O aumento do salário mínimo é o ponto mais importante do projeto de governo de Thelma Maria, entrevistada nesta quarta-feira. Em seus planos está um aumento para R$ 1,9 mil. Os recursos para atingir esta meta, segundo ela, viriam principalmente do resultado do fim da corrupção.
Thelma mencionou, ainda, a necessidade de reformar toda a estrutura do estado para resolver o problema da segurança pública. Segundo ela, o sistema capitalista não proporciona oportunidades a ninguém e o tráfico, ao contrário, "abraça as pessoas sem oportunidade".
A candidata, que é pedagoga, defendeu também o fim do vestibular e escolheu o turismo como uma das saídas para a geração de renda e emprego. Na entrevista, ela própria admitiu, porém, que não tem esperança de alcançar um bom resultado nas urnas. "A classe trabalhadora se encontra desmobilizada. Sabemos que não temos chance nessas eleições, porém, o governo do Brasil tem que trocar de mãos, depois da decepção que tivemos com o governo Lula.", disse.
Eliane Cunha, por sua vez, disse ter a segurança pública como prioridade. Segundo ela, é preciso "dar condições de trabalho aos policiais para que realizem suas funções conscientes de que suas famílias estão amparadas". "Com a diminuição da violência, conseguimos atrair empresários para que voltem a apostar no Estado, gerando mais emprego e renda, e também podemos melhor investir no turismo", afirmou.
A candidata do PRP, entrevistada ontem, disse ser a favor do ensino em horário integral e à punição dos "criminosos do colarinho branco, e não só os negros e pobres". A candidata disse que planeja usar recursos da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) para investir na educação e nos profissionais da área.
Na área da saúde, a candidata pelo PRP disse que pretende reabrir os hospitais do Estado já que, segundo ela, estão abertos mas não funcionam. Além disso, propõe valorizar o profissional de saúde. Eliane Cunha disse que vai abrir concursos, contratar mais funcionários, qualificá-los e investir na saúde preventiva.
Também entrevistado ontem, Alexandre Furtado afirmou que o problema da violência seria contornado a partir de uma política de assistência aos moradores de comunidades carentes, com a implantação de creches e cursos técnicos e profissionalizantes. Sobre o primeiro ato que realizará caso seja eleito, o candidato respondeu que "é preciso arrumar a casa. Olhar o governo e observar o que tem de melhor e aproveitar. O que estiver errado deve-se tirar ou endireitar".
Quando perguntado sobre as razões pelas quais se candidatar ao governo do Rio, Furtado mencionou a necessidade de transformação no quadro político do Rio de Janeiro. "É preciso mostrar que existem pessoas sérias que estão comprometidas com o povo, e não com interesses particulares".
Em relação à utilização do carro blindado da polícia militar, o "Caveirão", combatido por diversas organizações de direitos humanos, o candidato disse que, na atual situação, ele é necessário para a segurança policial. O candidato defendeu uma maior integração entre a polícia militar, civil e federal, e criticou a postura do governo paulista em não ter aceitado a ajuda federal nos atuais conflitos.
Sobre educação, Alexandre Furtado disse ser este o ponto mais importante em seu programa de governo. Para investir nesse setor, o deputado pretende qualificar os professores da rede estadual e realizar parcerias com escolas privadas. Discutindo sobre saúde pública, o candidato disse que pretende rever o plano de cargo de salários e investir nos hospitais que estejam depredados.
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