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O candidato ao governo de São Paulo Orestes Quércia (Coligação PMDB-PP) afirmou nesta segunda-feira que aceitaria auxílio do Exército na segurança do Estado, se fosse o governador, mas com o objetivo de liberar policiais para outras funções, que não a defesa do patrimônio público. Quércia participou de almoço com o presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero.
"A vinda do Exército liberaria muitos policiais para trabalhar em outros serviços, como investigação. Tem de haver um diálogo entre os poderes. São Paulo faz parte do Brasil e por isso o governo federal tem responsabilidade aqui também", afirmou o candidato peemedebista.
No entanto, segundo Quércia, a decisão nas ações de combate ao crime organziado têm de partir do governo estadual. "O que fazer exatamente é uma questão da Secretaria da Segurança Pública e a decisão tem de ser do governador (Cláudio Lembo - PFL)", opinou.
O ex-governador e candidato ao segundo mandato voltou a defender a extinção da Secretaria de Administração Penitenciária e o aumento da remuneração de funcionários públicos em geral, inclusive dos agentes policiais, que segundo Quércia estariam há 12 anos sem reajuste salarial.
"Isso (a defasagem salarial) desprestigia o policial. O governo tem tanto medo da opinião pública que acaba ficando contra o próprio policial que, se der um tiro para cima, precisa passar por psicólogo e é afastado das ruas", disse.
Nesta quarta-feira Quércia fará campanha em Mauá, na grande São Paulo, acompanhado do candidato a vice-governador, Áttila Russomanno (PP), e da candidata ao Senado, Alda Marco Antonio.
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