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O diretor do Vox Populi, Marcos Coimbra, acredita que, na disputa pelo Palácio do Planalto, a vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o tucano Geraldo Alckmin deve dobrar nas próximas sondagens, em comparação com o mais recente levantamento do instituto - que apontou, no dia 13 de julho, uma diminuição para dez pontos da diferença entre os candidatos.
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"As pesquisas que vierem a ser divulgadas nesta e na próxima semana já devem mostrar o Lula de volta a uma vantagem de cerca de 20 pontos". O comentário de Coimbra foi veiculado na edição de ontem do Jornal da Band, da Rede Bandeirantes.
Na última pesquisa Carta Capital/Vox Populi/Band, divulgada no mês passado, a diferença entre Lula e Alckmin tinha caído para 10 pontos. Lula ficava com 42% das intenções de voto, contra 32% do tucano. Na pesquisa, a candidata do PSOL, Heloísa Helena, tinha 7% e o pedetista Cristovam Buarque, 1%. Como a margem de erro era de 2,2 pontos percentuais, poderia haver segundo turno.
A última pesquisa do Ibope sobre a corrida presidencial, divulgada no último dia 25, já mostrava uma diferença maior entre Lula e Alckmin: o petista aparecia com 44% das intenções de voto, contra 27% do tucano.
A vantagem entre Lula e Alckmin vinha caindo desde maio, segundo as sondagens do Vox Populi. Na primeira rodada da pesquisa Carta Capital/Vox Populi/Band, em maio, Lula vencia Alckmin, com 49% das intenções de voto contra 23% do tucano, uma distância de 26 pontos percentuais. Heloísa Helena ficaria com 6% dos votos.
Em junho, Alckmin teve sua grande subida. Chegou a 32% das intenções de voto, enquanto Lula e Heloísa Helena caíram. O petista, de 49% para 45%, e a senadora, de 6% para 5%. Na sondagem de julho, Lula voltou a cair, dessa vez para 42%, enquanto Alckmin se manteve com 32% e Heloísa subiu dois pontos, indo a 7%.
A última consulta do Vox Populi ouviu 2.003 eleitores de 8 a 10 de julho. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número 10736/2006. O registro da pesquisa de junho foi o 10006/2006. A de maio levou o número 7683/2006.
Convite para comício em Buenos Aires
Sem alarde nem divulgação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva examina o convite feito por correligionários do colega argentino Néstor Kirshner, com apoio de diplomatas e sindicalistas, para que faça campanha pela reeleição em Buenos Aires, em meados de setembro.
Uma das idéias é realizar um megaevento em estádio de futebol da capital argentina. O secretário-geral do PT, Raul Pont, afirmou que a iniciativa visa a estreitar as relações entre os dois países e fortalecer a comunidade sul-americana.
"É um gesto muito positivo que tem um simbolismo bastante forte, pois estabelece que uma das prioridades do presidente Lula nesta segunda gestão é justamente a integração efetiva com a comunidade sul-americana", disse Pont, que voltou anteontem de Buenos Aires.
Segundo Pont, por enquanto não há a intenção de ampliar a agenda internacional do candidato Lula para Venezuela e outros países vizinhos. "O que houve foi um convite que deve ser aceito", justificou.
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