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Segunda, 10 de julho de 2006, 20h22  Atualizada às 21h44
Governistas do PMDB vão a jantar ouvir proposta de Lula
 
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As correntes do PMDB mais alinhadas ao governo querem ouvir do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quais serão suas propostas para atrair setores do partido interessados em participar do processo eleitoral e apoiar uma coalizão de governo no caso de sua reeleição.

» Conheça os candidatos à Presidência

Um jantar com Lula na Granja do Torto nesta noite, organizado em conjunto com a ala governista do PMDB, é o primeiro movimento oficial de apoio à campanha de reeleição após a definição do cenário eleitoral e dos candidatos.

O encontro, que acontece após a nomeação de peemedebistas para a direção dos Correios pelo presidente Lula, não terá um caráter institucional, já que a atual direção do partido não estará presente. O governo espera cerca de 19 dos 27 diretórios estaduais no encontro.

Com 16 candidatos da legenda a governos locais, Lula quer ter o máximo possível de palanques favoráveis à campanha, especialmente em regiões em que tem desvantagem em relação a seu principal adversário, o tucano Geraldo Alckmin.

O PMDB analisa a possibilidade e os limites legais de indicar um nome que represente essas correntes para participar da coordenação eleitoral de Lula. Há, no entanto, uma dúvida sobre essa eventual indicação, já que o PMDB optou em não apoiar oficialmente nenhuma campanha nacional. Integram formalmente a chapa de Lula o PT, PCdoB e o PRB.

Nesta segunda-feira, o líder da sigla no Senado, Ney Suassuna (PB), afirmou que seu partido espera um convite formal do presidente para integrar o comitê da campanha.

Alguns nomes compõem essa eventual lista, que será discutida durante o jantar. O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), foi cogitado para assumir o posto, mas estaria impedido de exercer a gerência da campanha por representar o Parlamento. O deputado Geddel Vieira Lima (BA), anteriormente da ala oposicionista do PMDB, figura como um possível nome, segundo duas fontes ouvidas pela Reuters, uma do alto comando do PMDB e outra do Palácio do Planalto.

O PMDB ocupa três ministérios no governo. O caso da Saúde não deverá ser tratado no jantar, uma vez que é ocupado interinamente, mas está em poder da legenda.

Congresso
O encontro servirá para lançar internamente um "Movimento Pró-Lula". O PMDB é uma legenda tradicionalmente dividida entre os simpáticos ao presidente e a ala contrária a alianças ocasionais ou até mesmo programáticas. Essas duas correntes brigam também agora pelo comando do partido, atualmente nas mãos do deputado Michel Temer (SP), de postura independente em relação ao Palácio do Planalto.

Por ser o maior e mais capilar partido do país, a avaliação interna é de que o apoio à campanha, mesmo informal, e uma eventual coligação não custarão barato ao presidente.
 

Reuters

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