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Quarta, 28 de junho de 2006, 18h00  Atualizada às 21h06
Lula: Brasil é o único que impede de governar nas eleições
 
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a legislação eleitoral nesta quarta-feira afirmando que o Brasil "é o único país que impede que a gente governe durante as eleições", ao comentar futuros investimentos do governo federal na Gerdau Açominas, durante visita às instalações da Usina Presidente Arthur Bernardes em Ouro Branco (MG).

"Este ano não é possível fazer, (...) mas estejam certos que, em janeiro, vocês já poderão fazer vestibular para estudar", disse Lula, lembrando que o ministro da Educação, Fernando Haddad, fará uma visita à empresa para tratar da questão.

Durante o seu discurso, Lula elogiou os investimentos da empresa e disse que o empresário Jorge Gerdau Johannpeter é um exemplo para o País. "Ele seria mais ou menos como o Ronaldinho, alegre, dizendo sempre que vai conseguir fazer as coisas", afirmou Lula.

"O Gerdau fala dessa empresa aqui como se fosse um filho que estivesse crescendo, só faz isso quem acredita no Brasil, não está preocupado se vai ter ou não eleições neste ano. Porque eleição passa, e as pessoas mudam, mas os projetos continuam os mesmos", disse.

Lula também criticou a política de impostos sobre os investimentos no País, dizendo que não é possível cobrar imposto de um investimento que depois vai ter que pagar taxas novamente. "Fazemos um sacrifício enorme para atrair investimento,mas quando ele vem paga um bilhão de impostos", disse. "Estou convencido que a diminuição dos impostos é o aumento da arrecadação do Estado", completou.

O presidente elogiou ainda a dedicação dos trabalhadores da empresa e disse que cumprimentou vários deles durante a visita à Gerdau. "Há quem diga que se não fosse a dedicação de alguns trabalhadores, provavelmente essa empresa não estaria hoje comemorando seus 20 anos. Trabalhadores que pegaram seu fundo, que garantiria a sua aposentaria, e jogaram na empresa", disse Lula.

"Durante a visita aqui à empresa eu cumprimentei muita gente", disse Lula, queixando-se de que o gesto, às vezes, incomoda a sua equipe de cerimonial e a sua segurança. "Um aperto de mão é o mínimo que se espera que um presidente da República dê às pessoas que trabalham nesse País", finalizou o presidente.
 

Redação Terra