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Sábado, 24 de junho de 2006, 13h57  Atualizada às 20h13
Lula oficializa candidatura "com a força do povo"
 
Maria Clara Cabral
Direto de Brasília
 
Reuters
Uma chuva de papel picado no formato de estrelas, símbolo do PT, cobriu Lula ao final da convenção
Uma chuva de papel picado no formato de estrelas, símbolo do PT, cobriu Lula ao final da convenção
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou neste sábado, em discurso na convenção nacional do PT, em Brasília, que vai concorrer à reeleição em outubro. Como sugere o slogan da campanha - Lula de novo, com a força do povo - a luta pela reeleição será baseada no apoio popular. Muito aplaudido, Lula justificou a decisão dizendo que o Brasil de hoje "está melhor que o de 2003" e exemplificou as mudanças de seu governo fazendo comparações com a gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que era combatido também na campanha à Presidência em 2001, quando o slogan de Lula fazia referência à mudança: Por um Brasil decente, vote Lula presidente.

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Uma queima de fogos de cerca de 5 minutos abriu o primeiro discurso de Lula como candidato, que durou cerca de uma hora e meia. A militância do PT aplaudiu o presidente de pé na hora que ele afirmou que seria candidato novamente. "Como me sinto em condições de fazer muito mais, quero continuar à frente do governo de todos os brasileiros e brasileiras", afirmou, sob gritos de "1,2,3, Lula outra vez".

Além de anunciar a candidatura, Lula também confirmou José Alencar como candidato a vice-presidente. "Decidi submeter meu nome e meu governo, humildemente, ao julgamento dos meus irmãos brasileiros. Sou mais uma vez candidato a presidente da República e mais uma vez me acompanha nessa jornada, o meu querido companheiro José Alencar", disse Lula.

Em clara referência à oposição, Lula disse que o povo "não os quer de volta". ""As vozes do passado estão de volta e, Mas eles não estão escutando a voz do povo e obviamente que não vão escutar agora", afirmou. "Por mais que nos provoquem, não usaremos as mesmas armas que eles." Ele ainda advertiu Jose Alencar para que prepare as "pétalas de rosas" para responder aos "tiros" dos adversários.

O discurso de Lula foi totalmente voltado para o lado social. O presidente levou ao palco sete beneficiados por programas sociais do governo - Luz para Todos, Bolsa Família, Prouni, Pronaf, Programa de Micro Crédito, Crédito Solidário da Caixa e Samu.

Confiante, Lula conclamou a militância petista a não perder a esperança. Segundo ele, "o sonho não acabou" e a "esperança ainda não morreu". O candidato petista disse que se considera pronto para atender o chamamento para transformar o Brasil em um País mais justo.

O presidente também conclamou os militantes do PT a evitarem o clima de "já ganhou". Ele pediu para que eles não saiam de forma ufanista nas ruas, dizendo que o PT irá ganhar no primeiro turno ou que a oposição "não vai dar conta do recado". Lula ressaltou que eleição só se ganha depois da apuração e que, por isso, nada de comemorar antes do tempo.

Ao comentar como será a campanha, Lula disse que a falta de proposta da oposição e a impossibilidade de debate fará com que eles apelem para os ataques. "As vozes do passado estão de volta e, como não têm uma boa obra no passado e nem propostas para o futuro, fazem da agressão e da calúnia suas principais armas", disse Lula.

Apesar disso, Lula assumiu um compromisso, diante de sua militância que levara toda a campanha com tranqüilidade. "Passarei com tranqüilidade por tudo isso, assim como passei com tranqüilidade pela crise, sem achar culpados, ou julgar pessoas", disse.

Lula pediu ainda que, para cada agressão e gestos de intolerância da oposição, os governistas mostrem carinho e compaixão. "Ao invés da austeridade, carinhos", disse, e acrescentou que não é preciso ter medo de nenhum adversário ou de nenhum discurso da oposição.

"Se algum saudosista nos odeia, eu sei que o povo brasileiro está com nós. Viva o povo brasileiro, viva o Brasil", disse, ao encerrar o discurso, sob nova queima de fogos e uma chuva de papel picado.

Comparação
Durante o discurso, Lula ressaltou resultados da política social e econômica de seu governo em comparação com os oito anos de governo. "Os números do Estado demonstram que seguimos o caminho certo. Em oito anos de governo eles fizeram as mesmas coisas que nós estamos fazendo em três anos e meio", disse Lula.

"Quando assumimos o governo, o País estava a beira da falência e nós, em três anos e meio extinguimos nossa divida com o FMI", ressaltou. Segundo ele, o número de vagas de emprego não preenchidas durante os oito anos de governo FHC aumentou 41% enquanto que no dele, em apenas 3 anos e meio, diminui cerca de 13%.

Lula ressaltou ainda que, agora, a economia é muito mais sólida. "Acabou-se o tempo em que um leve resfriado em um mercado globalizado significava uma grave doença no mercado interno", disse. "Hoje economia tem condições de se sustentar e não ficar apenas dependendo deles lá fora."

Apesar de destacar as taxas de economia, Lula afirmou que a melhora de vida da população não se mede apenas pelas marcas da economia e sim pelas condições de vida dos mais pobres.

"A melhora de vida se mede pelo consumo dos pobres e não pelo consumidores mais ricos. Hoje o pobre pode reformar a sua casa graças a programas de auxilio e pode comprar o seu aparelho de televisão graças aos programas de crédito", ressaltou.

Companheiros
No início do discurso, Lula agradeceu ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), presente à convenção, e disse que a batalha no Congresso não foi fácil. Segundo o presidente, junto com Renan e o então líder do governo no Senado, Aloísio Mercadante, foi possível enfrentar as batalhas internas tão necessárias para o desenvolvimento do País.

O presidente também cumprimentou o senador José Sarney, que, segundo ele, é o ex-presidente que mais cabe ser o presidente da Republica. "Ele não dá palpite, ele dá conselho", disse.

Lula lembrou também o presidente da Câmara dos deputados Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que, segundo ele, em todos os momentos esteve do seu lado. "Quando se vive uma crise, muitas pessoas se afastam e por isso quero agradecer esses companheiros que não se afastaram", ressaltou.
 

Redação Terra