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Quarta, 21 de junho de 2006, 19h55  Atualizada às 20h09
PSB admite indicar vice na chapa de Lula
 
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O PSB já admite aceitar o lugar de vice na chapa pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde que a coligação formal compense os prejuízos do partido nas alianças estaduais com o PT, disseram políticos do partido hoje.

A sigla está preocupada em ultrapassar a chamada cláusula de barreira, regra segundo a qual a agremiação política que não eleger um número mínimo de deputados fica sem direito à representação parlamentar, dinheiro do fundo partidário e tempo de televisão e rádio em futuras eleições.

Por essa limitação legal, o PSB ainda não definiu o apoio formal a Lula, pois tem problemas de aliança com o PT em seis Estados: São Paulo, Pernambuco, Alagoas, Tocantins, Santa Catarina e Amapá.

Embora as negociações hoje estejam mais avançadas do que há uma semana, ainda é alto o risco de o presidente disputar a eleição somente com o aliado tradicional PCdoB e o novato PRB, do atual vice José Alencar.

A coligação com o PSB significaria ter entre 1 minuto e 1min30s de tempo de televisão para Lula na campanha, elevando o tempo total para pouco mais de 8 minutos. A coligação PSDB-PFL em torno de Geraldo Alckmin tem cerca de 10 minutos.

PT dificulta
O PSB considera que precisa de "visibilidade nacional" para compensar os votos que calcula perder em alianças locais com o PT. O partido reclama que o PT regional dificulta as negociações nacionais, apresentando pouca abertura para fazer concessões nos Estados.

"A questão está na visibilidade, não está na vice-presidência", observou o líder da sigla na Câmara, deputado Alexandre Cardoso (RJ).

"O Ciro (ex-ministro Ciro Gomes, CE) pode ser o vice? Pode, mas ele tem 300 mil votos para deputado federal que não podemos perder", acrescentou.

Outro cotado para a vaga de vice, mas em situação também complicada, é o ex-ministro Eduardo Campos (PSB-PE). Ele é candidato ao governo de seu Estado e tem chances de ir para um 2o turno contra o candidato da oposição. Lá, ele é adversário do petista, e também ex-ministro, Humberto Costa, em um dos exemplos de dificuldade entre as duas siglas.

Campos é um dos principais negociadores do partido junto ao governo. Nesta quarta-feira, ele esteve no Palácio do Planalto em conversa com o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, que contou com a visita do presidente Lula. O PCdoB também estava presente para discutir o tema.

Lula vai oficializar sua candidatura na convenção do PT no próximo sábado e é provável que não anuncie o vice, mas um senador do PT próximo ao Planalto considera difícil a vice-presidência sair de José Alencar.

O silêncio indica que as negociações vão continuar até a última hora. A convenção nacional do PSB, que baterá o martelo sobre o assunto, ocorrerá apenas no dia 28 de junho, dois dias antes do prazo final para oficialização de candidaturas e coligações.

"O PSB pode optar pela 'vicebilidade', mas renunciará à possibilidade de se tornar um dos partidos que irão sobreviver à cláusula de barreira", afirmou o deputado Júlio Delgado (PSB-MG).

Para o partido, se o PSB ultrapassasse a cláusula, poderia ser um atrativo natural na próxima legislatura de deputados filiados a partidos que não conseguiram vencer a regra legal, tornando-se um arrimo importante do governo no Congresso.
 

Reuters

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