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Segunda, 19 de junho de 2006, 21h42  Atualizada às 03h41
Tarso: Lula vai trocar inaugurações por vistorias
 
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O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, afirmou nesta segunda-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já tomou as providências para não desrespeitar a legislação eleitoral a partir do próximo sábado, quando o PT deverá homologar oficialmente a candidatura do chefe de Estado à reeleição. A partir dessa data, sinalizou Tarso, Lula deixará de fazer inaugurações de obras e se limitará a realizar "inspeções" das mesmas.

» Lula deve confirmar candidatura no último momento

Pela legislação eleitoral, o presidente da República ficará impedido de realizar inaugurações de obras a partir de 1º de julho, três meses antes da eleição.

"Para que não haja comunicação da pauta de trabalho do presidente da República com a pauta de trabalho do eventual candidato, estabelecendo uma separação rigorosa e obedecendo radicalmente à legislação eleitoral", disse o ministro a jornalistas.

Tarso Genro salientou que a regra do jogo permite a inspeção de obras. A oposição tem movido ações contra o presidente, acusando-o de usar a máquina pública para obter votos para sua reeleição. Embora ainda não tenha lançado oficialmente sua candidatura, Lula tratou da reeleição durante a reunião de coordenação de governo desta segunda-feira. Ele determinou a auxiliares que separem a agenda de candidato à reeleição de seus compromissos de chefe do Executivo, segundo Tarso.

O ministro explicou ainda que o presidente fará campanha nos finais de semana e tratará da eleição fora do Palácio do Planalto. Atos públicos do governo federal com clara conotação eleitoral ficarão restritos a lideranças do PT.

Sem homologação do vice
Com problemas para atrair o PSB para uma aliança formal com o PT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve lançar seu nome à reeleição no próximo sábado sem indicar o candidato a vice em sua chapa, informou Tarso.

O PSB, porém, se reunirá nesta terça-feira e já pode indicar a tendência do partido sobre a coligação. Há duas possibilidades: coligar-se formalmente a Lula ou ficar liberado nos Estados para realizar alianças locais mais convenientes (a mais provável). A regra da verticalização eleitoral determina que as alianças nacionais sejam obrigatoriamente reproduzidas nos Estados.

O PT espera uma resposta do PSB para definir quem fará a dobradinha com Lula. O mais cotado para o lugar de vice é o atual ocupante do cargo, José Alencar (PRB), mas o PT ainda não fechou a coligação para a disputa e negocia com PSB e PCdoB o apoio formal a Lula. "(Ainda) não foi oferecida a vice a ninguém", afirmou Tarso.

Há outros dois nomes em análise, ambos do PSB: o ex-ministro Ciro Gomes (CE), da Integração Nacional, e o ex-ministro Eduardo Campos (PE), Ciência e Tecnologia, este candidato ao governo de seu Estado.

O PSB reclama que o PT nos Estados não quer fazer concessões nas candidaturas regionais para favorecer aliados, o que dificulta uma coligação nacional formal.
 

Redação Terra