| Marcelo Pereira/Terra |
 Alckmin e Serra assistiram ao jogo do Brasil juntos |
|
|
 |
Busca |
|
Faça sua pesquisa na Internet:
|
 |
|
O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, afirmou ontem que, se eleito, vai enviar uma reforma política ao Congresso. Entre as principais propostas está o fim da reeleição. "Vou propor um mandato só, e de quatro anos", disse Alckmin, ao chegar a uma churrascaria em São Paulo para acompanhar o jogo do Brasil pela Copa do Mundo.
O tucano, no entanto, demonstrou não estar convicto nos benefícios da medida. "Não é uma questão programática. Reeleição tem prós e contras. Talvez seja um pouco cedo para a gente estar tendo tanta convicção", afirmou.
O candidato do partido ao governo de São Paulo, José Serra, duvidou da aprovação de uma reforma política num momento em que medidas provisórias trancam a pauta: "Achar que vai votar emendas mexendo nas eleições, neste momento, é utopia". Ele assistiu à partida ao lado de Alckmin.
A proposta de terminar com a reeleição foi vista como uma forma de garantir o engajamento dos outros dois grandes nomes do partido no momento, Serra e o candidato em Minas Gerais, Aécio Neves. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo desta quarta-feira, os dois teriam fechado um pacto de terminar com o estatuto da reeleição caso um dos dois chegasse à Presidência. Alckmin estaria indeciso, o que desestimularia Serre e Neves a engajarem-se na campanha do partido.
Aécio teria dito a amigos que se eleito, Alckmin poderá concorrer novamente em 2010. Se isso acontecer, Aécio perderia a chance de sair do governo de Minas Gerais diretamente à Presidência, e Serra seria empurrado para a disputa de 2014, quando estará com 72 anos.
Propostas
Alckmin estaria disposto a bancar uma proposta mantendo os mandatos de quatro anos, "para não haver eleição todo ano". Já Neves tem uma proposta diferente: ele quer, além do fim da reeleição, a fixação de cinco anos para todos os mandatos. Segundo a proposta, num ano haveria eleições no plano estadual (governos estaduais e assembléias) e no municipal (prefeitos e vereadores); no ano seguinte, seria a vez de eleições nacionais (presidente, senadores e deputados federais). O País teria três anos corridos sem as turbulências provocadas pelas eleições. Alckmin teria qualificado a proposta como 'aceitável'.
|