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Terça, 13 de junho de 2006, 05h50  Atualizada às 07h39
PMDB já negocia cargos com governo federal
 
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O PMDB, que ontem sepultou as possibilidades de apresentar candidato próprio à Presidência da República em outubro, já negocia cargos com o governo federal em troca de apoio político. Nesta segunda-feira, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o senador José Sarney (PMDB-AC) participaram de audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual solicitaram novos postos em cargos-chave do primeiro, segundo e terceiro escalões da administração federal.

» PMDB sepulta candidatura própria

Ouvido pelo jornal O Globo, o ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro, demonstrou confiança após decisão peemedebista. De acordo com Tarso, a maior parte do PMDB deverá fechar aliança programática com o PT, mesmo que não ocorra uma aliança formal. O ministro projetou que em até 21 Estados o partido deverá apoiar a reeleição de Lula, abrindo espaço para um "governo de coalizão" - como deseja o presidente da República.

"O que queremos no futuro é que o PMDB integre o governo", disse Tarso.

O encontro de ontem entre Calheiros, Sarney e Lula, realizado no Palácio do Planalto, também serviu para iniciar as negociações em torno das alianças estaduais no pleito de 2006.

Um das principais reivindicações da ala governista do PMDB seria indicar outro nome para o ministério da Saúde ainda neste governo - o atual titular da pasta, Agenor Álvares, foi indicado pelo ex-ministro Saraiva Felipe, que não integra o grupo aliado ao Planalto. A Saúde é a pasta com maior orçamento.

Antes do encontro, Calheiros defendeu a desistência: "É melhor para o partido ficar solto e livre para fazer uma bancada forte e o maior número de governadores". A delcaração foi um recado ao grupo do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, que obteve liminar para o partido realizar convenção nacional dia 22. A Executiva Nacional peemedebista decidiu ontem cancelar a convenção, mas para isso terá de derrubar a liminar na Justiça.

Outra liderança da legenda a reagir com indiganação à decisão de não concorrer ao planalto foi o senador e até então pré-candidato Pedro Simon (RS):

"Os líderes do partido estão com ministérios, cargos e verbas. Isso pesou mais que a candidatura própria. Eles se aproveitaram dos cargos que receberam em nome do PMDB para usar contra o partido. Foi uma punhalada e talvez o maior golpe que o PMDB levou na história", disse, durante discurso no plenário do Senado.
 

Redação Terra