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Segunda, 12 de junho de 2006, 15h58  Atualizada às 16h13
Programa de governo do PT traz Lula como "única opção"
 
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O PT esboçou hoje o plano de governo que oferecerá ao eleitorado, com Luiz Inácio Lula da Silva como "única opção" de candidato, apesar de o atual presidente ainda não ter definido se disputará um segundo mandato.

» "PT trabalha com a reeleição de Lula", diz Berzoini

Um dia depois de o PSDB formalizar a candidatura presidencial do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, o PT anunciou sua decisão de "aprofundar todos os lucros" do governo Lula em busca do "estado do bem-estar" durante um novo período de quatro anos.

A única incógnita até agora, pelo menos pública, é se Lula realmente se apresentará novamente como candidato em outubro, apesar de ter se declarado "inimigo" da reeleição e ainda se negar a fazer precisões nesse sentido.

O presidente do PT, Ricardo Berzoini, disse em entrevista coletiva que Lula será declarado candidato na convenção nacional que o partido fará em Brasília, no próximo dia 24. Berzoini expressou seu desejo de que o presidente antecipe um anúncio sobre o tema, mas esclareceu que, para o partido, "não há ''plano B'' nem ''plano C''. Lula é o único candidato no qual o PT pensa".

Com a candidatura definida, o PT começou a elaborar o programa de Governo que oferecerá para o eventual segundo mandato de Lula, e criou 32 comissões para trabalhar em diferentes áreas.

O vice-presidente do PT, Marco Aurélio Garcia, disse que serão as primeiras eleições que o partido disputará no governo, e também que a intenção é "dar um salto qualitativo" na gestão de Lula, que começou com o país "à beira de uma catástrofe".

Assim, referiu-se aos problemas econômicos e sociais que o Brasil tinha em 2002, que atribuiu à gestão anterior de Fernando Henrique Cardoso, e garantiu que nos últimos três anos e meio o país recuperou "estabilidade" e "credibilidade".

Garcia afirmou que, apesar das críticas da esquerda às ortodoxas políticas econômicas de Lula, em um eventual segundo mandato "não haverá uma ruptura com o modelo", mas haverá a tentativa de "aprofundar na busca do crescimento, com maior distribuição de renda".

Os líderes do PT fizeram um balanço positivo da gestão de Lula na área social e econômica, e admitiram como assunto pendente uma prometida reforma política que não chegou a se concretizar, apesar de Lula ter anunciado a medida como um dos pontos principais de sua gestão.

Também se comprometeram a "aprofundar" a luta contra a corrupção, que no ano passado se tornou o calcanhar de Aquiles tanto de Lula como do PT, devido aos escândalos em torno do Governo e do partido, que levaram à Justiça vários membros da cúpula anterior e ministros próximos ao presidente.

O programa do partido, segundo Garcia, será baseado nas linhas fundamentais do governo Lula, que definiu como a busca de um crescimento econômico mais acentuado, com uma melhor distribuição de renda, equilíbrio macroeconômico e redução da vulnerabilidade externa.

Também será concentrado em propostas para "aprofundar a democracia com uma maior participação popular", e terá como ponto principal da política externa a integração regional, através do Mercosul e da nascente Comunidade Sul-Americana de Nações.

O programa que o PT definirá haverá a consideração de uma "coalizão" que espera ser definida em torno de Lula, e não será "o programa do partido", mas do atual "Governo", esclareceu Berzoini, admitindo que a proposta final deverá ser negociada com outras forças políticas.
 

EFE

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