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Quinta, 1 de junho de 2006, 19h41  Atualizada às 00h16
Lula pede a adversários que "aprendam a perder"
 
Agência Brasil
Presidente Lula visitou obras em Manaus
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Ainda sem ter anunciado que será candidato à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a provocar seus adversários nesta quinta-feira, dizendo que eles precisam "aprender a perder".

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"Perdi três eleições até chegar à Presidência da República. Não reclamei do resultado em nenhuma delas porque fazia parte do jogo democrático", disse Lula, em Manaus. "O que eu peço aos meus adversários é que sejam tão democratas quanto eu: aprendam a perder, aprendam a ser derrotados", acrescentou o presidente.

"Aprendam (...) que um metalúrgico, que tem apenas o quarto ano primário e um curso do Senai, é capaz de fazer muito mais do que eles pelo País", disse Lula.

Lula fez seu discurso mais inflamado do dia em um palanque armado no bairro popular de Educandos, às margens do Igarapé do Quarenta. Lula assinou convênios para um programa habitacional destinado a moradores de palafitas insalubres.

O presidente atacou, sem citar nomes, os políticos da oposição que, segundo ele, querem atrapalhar o governo. "Tem alguns políticos nervosos, só aparecem na TV xingando", afirmou.

"Eu não vou ficar nervoso, porque o juiz desses que aparecem tentando atrapalhar o governo federal não será a suprema corte, não será a Presidência da República, nem a Câmara dos Deputados", acrescentou, numa referência indireta às CPIs e ações movidas contra aliados envolvidos no escândalo do mensalão. "O juiz desses que querem nos atrapalhar a governar será o povo brasileiro", afirmou.

Pela manhã, em entrevista, Lula havia desafiado a oposição a utilizar as denúncias das CPIs durante a campanha eleitoral pela televisão, que começa em 15 de agosto.

Presidente "dos pobres"
Faltando três semanas para a convenção do PT, que lançará sua candidatura à reeleição no dia 24, Lula teve um dia de campanha no Amazonas. Pela manhã, ele visitou o município Coari, onde deu início à construção do gasoduto Urucu-Manaus. Em Coari, Lula falou a uma multidão calculada em 50 mil pessoas, segundo a Presidência. O número não pôde ser confirmado junto a fontes independentes.

"Nunca vi um político reunir tanta gente no interior do Estado, no meio da floresta", disse o prefeito de Manaus, Serafim Correia (PSB), aliado de Lula.

De volta a Manaus, Lula inaugurou uma usina térmica antes de seguir para o Igarapé do Quarenta. Junto ao Igarapé, Lula disse que seus adversários o criticam por "defender os pobres". "Nossos adversários nos agridem diuturnamente na televisão porque não tinham o hábito de ter um presidente da República que gostasse dos pobres", disse Lula.

O presidente subiu no palanque com o governador Eduardo Braga (PMDB), também seu aliado, o prefeito de Manaus e parlamentares amazonenses de vários partidos. Sem mencionar abertamente a campanha pela reeleição, Eduardo Braga, que também é candidato, prometeu apoio a Lula no Amazonas.
 

Reuters

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