ELEIÇÕES 2006
PRESIDENCIAL
ESTADUAIS
 Boletim
Receba as últimas notícias em seu email

 Fale conosco
Participe! Envie suas críticas e sugestões

 Sites relacionados
Eleições 2004


Presidencial
Terça, 30 de maio de 2006, 18h30 
Alckmin rebate crítica de Lembo e diz estar "zen"
 
Maria Clara Cabral
Direto de Brasília
 
Últimas de Presidencial
» Lula falhou na participação social, diz especialista
» Stédile diz que reeleição é "extremamente positiva"
» Lula mantém rumo da economia e Mantega na Fazenda
» Contrapartida de apoio de Maggi a Lula prevê cargos federais
Busca
Faça sua pesquisa na Internet:

O ex-governador de São Paulo e candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, respondeu a mais uma crítica de membros do PFL nesta terça-feira, dizendo estar absolutamente "zen" e que não quer nenhum tipo de briga. A crítica agora partiu do sucessor de Alckmin no governo de São Paulo, Cláudio Lembo.

Enquanto acontecia, em Brasília, a primeira reunião do Conselho Político entre tucanos e pefelistas para tentar minimizar a crise entre os dois partidos, Lembo fazia críticas ao PSDB em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. "Eu diria que, como toda ave, às vezes tucano voa fora de hora", disse Lembo, citando o símbolo do PSDB e fazendo uma referência às queixas de falta de solidariedade do PSDB ao governo estadual durante a onda de violência em São Paulo.

Após o Conselho Político, Alckmin aproveitou para atacar novamente o presidente Lula, no que mostrou parecer ser um novo tom da campanha tucana. Segundo Geraldo Alckmin, o PSDB estará empenhado em mostrar à população, caso Lula seja reeleito, que o Pais deverá se tornar "um pesadelo".

"Lula não tem projeto, a base de sustentação será ainda menor, ele não tem equipe, e tem baixa credibilidade. O que não fez em quatro anos, não fará daqui para frente", justificou o ex-governador. Alckmin acusou o governo de ser omisso e deteriorar hospitais e a infra-estrutura do País.

Sobre a sua política de campanha daqui para frente, Alckmin disse que a idéia é mostrar que o Brasil pode mostrar planos para o futuro. O próximo passo para a campanha tucana, segundo Alckmin, é lançar, oficialmente, na quarta-feira, a aliança com o PFL, apresentar uma agenda e resolver as questões de palanques estaduais.

Alianças Um dos temas fortemente discutidos durante o Conselho foi a questão das alianças políticas. Alckmin frisou que o seu partido trabalhará para ter o PPS na aliança. "Se depender de nós, o PPS estará conosco. Roberto Freire daria uma grande contribuição para o nosso governo", disse Alckmin.

O ex-governador afirmou que, se pudesse, reuniria toda a oposição para derrotar o presidente Lula. Segundo ele, o PP é um outro partido visado pela chapa. PTB e PL, por exemplo, partidos acusado de mensaleiros, também não foram descartados.

"Tenho a impressão que eles (partidos menores) tendem a não ter candidato próprio. Eles têm deputados e senadores muito bons, e, por isso, podemos contar com eles também", afirmou o candidato.

Sobre as divergências entre PFL e PSDB, Alckmin afirmou que a reunião foi boa nesse sentido e que os partidos estão unidos para trabalhar pelo Brasil. Outros assuntos discutidos, segundo Alckmin, foram as convenções nacionais do PSDB e do PFL e um balanço do crescimento de Alckmin até agora.

Estrratégias de campanha também foram estabelecidas. Em uma reivindicação do PFL, ficou estabelecido que Alckmin trabalhará mais nas regiões Sul e Sudeste, estados com mais populaçãoe e com maior visibilidade. Para os peefelistas, apostar no Nordeste, onde o pré-candidato não teé conhecido, não funcionaria.

O primeiro Conselho Político de conciliação entre PSDB e PFL durou cerca de duas horas. Além de Alckmin e Jose Jorge (PFL), candidato à vice na chapa tucana à Presidência, os presidentes dos dois partidos, Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Jorge Bornhausen (PFL-SC), além das lideranças do Senado e da Câmara, participaram da reunião. O conselho deve se reunir, a partir de agora, uma vez por semana.
 

Redação Terra