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Quinta, 25 de maio de 2006, 06h50  Atualizada às 10h45
Lula lidera pesquisas; vitória seria no 1º turno
 
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As duas pesquisas eleitorais divulgadas ontem mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia vencer no primeiro turno especialmente em um cenário sem candidato do PMDB. As pesquisas Datafolha e CNT/Sensus mostram Lula com um grande vantagem em relação a Geraldo Alckmin (PSDB). O percentual de Lula cresceu nas pesquisas em relação aos levantamentos anteriores, enquanto Alckmin teve decréscimo, supostamente causado pelos ataques do PCC no Estado de São Paulo.

» Lula vence no 1º turno em todos cenários, diz CNT/Sensus
» Sem PMDB, Lula venceria no 1º turno, diz Datafolha
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Na pesquisa Datafolha, encomendada pelo Jornal Nacional, sem o PMDB, Lula teria 45% dos votos, derrotando Geraldo Alckmin (PSDB-SP), que somou 22% das intenções de votos no primeiro turno. Em um cenário com Pedro Simon concorrendo pelo PMBD, Lula também venceria Alckmin no 1º turno. Na última pesquisa Datafolha, realizada entre os dias 6 e 7 de abril, Lula aparecia com 43% dos votos e Alckmin, com 23%, sem Anthony Garotinho (PMDB-RJ).

Na pesquisa CNT/Sensus, Lula venceria em todos os cenários pesquisados no 1º turno. Em um cenário sem a presença de um candidato do PMDB, com os nomes de Enéas (Prona), Roberto Freire (PPS), Cristovam Buarque (PDT) e José Maria Enmael (PSDC), Lula alcança 42,7% e Geraldo Alckmin (PSDB) 20,3%. Heloísa Helena (Psol) tem 8% e Roberto Freire, 2,6%. José Maria Enmael fica com 0,7% e Cristovam Buarque com 0,5%. Indecisos, brancos e nulos são 23,9% das intenções de voto.

Com o nome de Garotinho, Lula alcança 40,9% dos votos contra 18,5% de Alckmin. Garotinho fica em terceiro com 7,9%. Heloísa Helena alcança 6,8% e Enéas, 1,8%. O candidato do PPS fica com 1,5%. Cristovam Buarque e José Maria Enmael têm cada um 0,5%. Os votos indecisos, brancos e nulos chegam a 21,9%.

Segundo o instituto Sensus, nos índices do segundo turno, Lula teve crescimento. Na disputa com Alckmin, Lula passou de 45% parta 48,8%. Alckmin teve queda insignificante, dentro da margem de erro, de 33,2% para 31,3%. Indecisos, brancos e nulos passaram de 21,9% a 20%.

Já no levantamento Datafolha, o presidente venceria o tucano por 52% a 35% no segundo turno. Em abril, o petista tinha as mesmas intenções de voto, enquanto o ex-governador paulista apontava 37%. Em um segundo turno com Garotinho, Lula venceria com 57% dos votos contra 24% do peemedebista.

A 82ª Pesquisa CNT/Sensus ouviu 2 mil pessoas em 195 municípios, no período de 18 a 21 de maio de 2006. A pesquisa está registrada no TSE sob o número 6770/2006, de 18 de maio de 2006. A pesquisa Datafolha foi realizada entre os dias 22 e 24 de maio e ouviu 6.104 eleitores de 258 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O registro no TSE é 6936/2006.

'Vai haver segundo turno, tenho certeza'
O comando do PSDB respirou aliviado com o resultado da pesquisa Datafolha. O partido havia se preparado para uma queda de até cinco pontos de seu pré-candidato à Presidência, Geraldo Alckmin, em relação ao levantamento anterior do instituto. Uma estrutura de defesa chegou a ser montada para tentar explicar a queda, que seria atribuída à onda de violência promovida pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Após a divulgação dos números, no entanto, os tucanos, valorizaram a estabilização da candidatura. "Essa questão do primeiro turno não preocupa. Vai haver segundo turno, tenho certeza. É claro que vou crescer, assim como a Heloísa Helena", afirmou Alckmin ao jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com o tucano, ele esperava iniciar a campanha, a partir do mês que vem conforme o calendário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em um patamar muito inferior. "É difícil você ficar conhecido neste período. Pensava que começaria a disputa com apenas um dígito, em terceiro lugar", disse.

'Pesquisa não mexe comigo'
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não vai se iludir com os resultados dos levantamentos feitos agora, e que é preciso esperar o dia das eleições. "Pesquisa não mexe comigo. Minha cabeça não funciona com pesquisa, não trabalho com pesquisa. Chega um momento em que todo mundo vai saber o que vai acontecer no Brasil, que é o dia da eleição. Vamos ver quem serão os candidatos. Acho que a gente não pode se deixar iludir por pesquisa feita muito antes do processo de decisão" ¿ disse Lula, em uma entrevista no Palácio do Planalto.

Lula também manteve elevado o tom de suas críticas aos concorrentes. O presidente afirmou que, antes de pensar em governar o país, é preciso conhecê-lo. "Depois daquela eleição em 1989, eu descobri o quanto era difícil alguém governar o Brasil se a pessoa não conhecesse o quanto era heterogênea a sociedade brasileira, a sua afeição mas também as suas necessidades", disse.

Para o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, o presidente Lula consolidou uma imagem de líder nacional e seu bom desempenho nas pesquisas de intenção de votos funciona como um ímã para atrair novos aliados. "Lula é o líder que o país precisa para este próximo período", disse ao jornal Folha de S. Paulo.

Os diálogos com aliados são facilitados pela posição favorável de Lula nas pesquisas, admitiu Berzoini. "Quem está bem nas pesquisas tem um campo magnético maior. Ninguém quer fazer aliança com quem está fraco. Mas é óbvio que isso não resolve os problemas", afirmou Berzoini.


 

Redação Terra