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Sábado, 1 de janeiro de 2005, 10h55  Atualizada às 14h49
Maia compra briga com governo federal em posse
 
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O prefeito reeleito do Rio, Cesar Maia, anunciou hoje, em cerimônia de posse, que retirará a responsabilidade do município de suprir pessoal nos hospitais federais municipalizados. A medida deve trazer um embate com o governo federal já no início do novo mandato. Maia concedeu uma extensa entrevista coletiva ao chegar à Câmara Municipal e determinou seus quatro primeiros atos na nova administração que serão publicados no Diário Oficial na segunda-feira.

A medida relativa aos hospitais federalizados não permitirá mais que servidores municipais sejam transferidos para estes estabelecimentos quando houver falta de pessoal. Cinco hospitais e 15 postos de saúde serão afetados pelo ato.

Maia também publicará ato determinando a convocação extraordinária da Câmara, entre os dias 4 e 19 de janeiro, para votar dez projetos de lei prioritários. A convocação foi justificada pela necessidade de apreciação urgente de projetos essenciais à gestão da cidade e à execução das obras relativas à infra-estrutura dos Jogos Pan-Americanos de 2007.

O terceiro ato cria a Assessoria Especial do Gabinete do prefeito, que asssumirá a responsabilidade do eventos coordenados hoje pela Riotur. O último decreto convoca uma reunião com empresários para discutir as Parcerias Público Privadas.

No final da tarde, às 17h, Maia empossa o secretariado municipal no Palácio da Cidade. César Maia (PFL) foi prefeito do Rio entre 1993 e 1996 pela primeira vez. Em 2000, ele voltou a ser eleito e, nas últimas eleições, teve vitória já no primeiro turno sobre Marcelo Crivela (PL).

Maia nega problemas em réveillon
Maia negou que problemas tenham atrapalhado o tradicional espetáculo do réveillon carioca. O prefeito afirmou que "a fumaça foi mais bonita que os fogos", em referência à enorme nuvem de fumaça que cobriu o céu logo após o início da queima. Cesar Maia chegou a dizer que viu imagens na fumaça produzida pela combustão dos fogos, que provocou vaia da população. Ele negou que tenham ocorrido problemas em uma das balsas que participou da queima e disse que as vaias foram uma demonstração do espírito carioca.
 

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Redação Terra