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São Paulo
Segunda, 1 de novembro de 2004, 17h03  Atualizada às 20h49
Serra pede transição semelhante a de FHC-Lula
 
Reinaldo Marques/Terra
Serra disse que o PSDB encara vitória com humildade
Serra disse que o PSDB encara vitória "com humildade"
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O prefeito eleito de São Paulo, José Serra (PSDB), disse hoje, em entrevista coletiva, que defende a adoção de um mecanismo de transição de governo na capital paulista semelhante ao que foi realizado por Fernando Henrique Cardoso na transferência do governo federal para o presidente Lula, em 2002. Serra afirmou que ainda não procurou e também não foi procurado pela atual prefeitura de Marta Suplicy (PT).

  • Veja reportagem do Jornal do Terra

    Serra disse aguardar um contato da parte da equipe da prefeita para definir como seria esse processo. "Creio que não caberia a mim lançar a ponte, o farei se a ponte não vier do outro lado", disse o tucano. Ele espera que ocorra um processo de transição nos dois meses restantes da gestão do PT, "para ir tomando conhecimento das questões que afetam o funcionamento da cidade e da prefeitura".

    Serra também disse que o PSDB encara a vitória em São Paulo com humildade. Ele defende que "um partido democrático deve ser altivo na derrota e humilde na vitória". Ele ainda disse que o PSDB sabe separar os interesses do povo dos do partido e exemplificou isso dizendo que os tucanos nunca evitaram votar a favor de reformas do governo federal.

    Ele não acredita em retaliações do PT, dificultando sua gestão. Espera uma oposição "que a democracia exige" e não a oposição que prejudica o interesse público. "Eu diria que, para nós, nesta eleição, a confiança venceu o medo. Não a confiança num partido, mas a confiança nas instituições e a confiança na democracia", afirmou Serra, reescrevendo o slogan da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva de 2002, que contrapunha o PT ao PSDB com o mote "a esperança venceu o medo".

    O futuro prefeito avaliou que a eleição paulistana foi baseada em valores republicanos e se comprometeu a ser um "servidor" da população. Ele explicou que, de acordo com a perspectiva republicana, quem é eleito "é eleito para servir a população, não para mandar, fazer o seu papel, prestar esse serviço com autoridade. Vou assumir a prefeitura para servir a minha cidade e a população de São Paulo", afirmou.

    Serra também rechaçou a análise petista de que os ricos votaram no tucano e os pobres em Marta. "Este argumento é eleitoral, sem base. O que deve ter de rico segundo a concepção deles em São Paulo, francamente."

    Já em relação a questões pontuais da administração, Serra demonstrou impaciência, afirmando que já havia respondido a maioria durante a campanha. Sobre o fim das escolas de lata, por exemplo, disse que ela ocorrerá, mas "acabei de ganhar ontem e vamos começar o esquema de transição".

    Sobre os CEUs Saúde, as policlínicas prometidas por Marta Suplicy, ironizou: "Não vamos tirar a ficção no caso do CEU Saúde." Sobre as taxas, afirmou que agora vai conhecer sua estrutura e que a do lixo já está no orçamento de 2005, período em que vai preparar sua eliminação.

    E voltou a negar que deixará a prefeitura para disputar a Presidência em 2006. "Já respondi centenas de vezes na campanha. Estou sendo eleito para governar quatro anos."

    Serra foi eleito no domingo ao derrotar a prefeita petista Marta Suplicy, que buscava a reeleição, com 54,86% dos votos válidos. Ele chega à prefeitura após três tentativas. Em 1988, perdeu para Luiza Erundina e, em 1996, ficou em terceiro lugar. Com a vitória de Serra, o PSDB faz o primeiro prefeito na cidade de São Paulo.
     

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    Redação Terra