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O prefeito eleito no segundo turno das eleições de Porto Alegre, José Fogaça (PPS), disse que sua campanha política, baseada no continuísmo de políticas vencedoras da administração da Frente Popular, que administrou a cidade por 16 anos, na necessidade de avançar em áreas consideradas deficitárias e no respeito ao seu adversário político foram pontos que proporcionaram sua vitória sobre Raul Pont, o candidato do PT, por 53,32% a 46,68%.
Fogaça disse que sua campanha foi respeitosa, sem ataques pessoais ao adversário. "Fiz isso no primeiro e no segundo turno, momento em que candidatos se atacam e se digladiam. Fui até criticado por isso, que eu perderia a eleição justamente porque não atacava". Ele afirmou que sempre deixou claro aos eleitores que mudaria tudo o que estava errado. "Tivemos aqui uma proposição de respeito, de considerar a história da cidade, as experiências, e, em cima disso, construir o novo, o futuro", afirmou ao telejornal Bom Dia Brasil.
O prefeito eleito afirmou que o Orçamento Participativo (OP) e o Fórum Social Mundial são marcas do PT e conquistas da cidade, "uma cidade protagonista", declarou. "O OP é produto desta grande tradição participativa da cidade, ninguém que assumisse poderia apagar essa marca", explicou.
Fogaça disse que o foco do debate político neste ano foi a cidade, afirmando que não houve uma federalização das campanhas, "até porque o PPS faz parte do governo federal". "Em nenhum momento trouxemos como instrumentos de captação de votos a crítica ao governo federal. Toda campanha foi baseada em questões municipais. A saúde tem problemas de gestão que precisam ser revisadas", exemplificou.
O prefeito eleito citou ainda questões de segurança e políticas para crianças e adolescentes. "Precisamos aplicar uma política pública eficaz, que tenha resultado. Mas há políticas que vêm de décadas que devem ser respeitadas", reafirmou.
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