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Apesar do acirramento dos ânimos durante a campanha do segundo turno a ser disputado por Moroni Torgan (PFL), que obteve 26,60% dos votos no primeiro turno, e por Luizianne Lins (PT), que teve 22,30% do total de 1.301.597 eleitores, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, desembargador Fernando Luiz Ximenes Rocha, disse acreditar em clima tranqüilo hoje.
Segundo ele, a tranqüilidade se deve, em parte, ao planejamento das eleições. E também ao comportamento dos partidos e dos candidatos. "Em Fortaleza, por exemplo, fizemos um pacto em que os candidatos e seus partidos abdicaram de colocar mesmo algumas propagandas permitidas por lei em postes, viadutos e pontes, para evitar poluir visualmente a cidade. Isso diminuiu muito as questões com relação à propaganda irregular", informou Rocha.
Outro pacto, firmado com o Ministério Público, permitiu evitar confrontos de rua com a realização de comícios ou carreatas simultâneas, em locais próximos uns dos outros. Essas providências, segundo o presidente do TRE-CE, influíram para que o pleito ocorresse num clima de tranqüilidade. "Isso nós podemos atestar pelo número de recursos apresentados ao Tribunal, que foram bem inferiores aos de anos passados", lembrou.
O desembargador reconheceu, porém, que no segundo turno a campanha em Fortaleza mostrou um acirramento maior dos ânimos, apesar do compromisso dos candidatos de respeito mutuo e do pacto contra a agressão. Na opinião de Rocha, esse acirramento é compreensível, já que se trata de uma disputa entre dois únicos candidatos. "A gente pode até achar que os programas eleitorais não têm um bom nível e que aqueles espaços deveriam ser mais bem aproveitados com propostas, com discussões mais sérias sobre os problemas da cidade. Isso, infelizmente, não foi o que vimos, mas é algo que ainda pode ser melhorado". 31/10/2004 ¿¿¿ GM
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