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Cerca de um 1,3 milhão de eleitores definem hoje quem governará a capital cearense pelos próximos quatro anos. Os candidatos são Moroni Torgan, do PFL, e Luizianne Lins, do PT. Embora não fossem apontados como favoritos no primeiro turno, Moroni obteve 296 mil votos e Luizianne, 248 mil. Ontem (30), os partidários dos dois candidatos encerraram a campanha com grandes carreatas pela cidade, na busca dos votos dos indecisos.
Quem for eleito terá pela frente a tarefa de administrar a quinta maior cidade do país, com muitos problemas. Dos 2,3 milhões de habitantes, apenas 20 mil ganham mais do que dez salários mínimos e 800 mil vivem com renda de até dois salários mínimos. A criminalidade tem aumentado e mesmo sem chegar aos níveis das grandes metrópoles, começa a preocupar as autoridades porque pode afastar uma das grandes fontes de renda da cidade: o turista estrangeiro. E porque pode trazer um outro tipo de visitante indesejável: o turista sexual. Na semana passada a Polícia Federal desbaratou uma quadrilha chefiada por alemães que explorava a prostituição infanto-juvenil.
Fortaleza tem ainda problemas de infra-estrutura que já são crônicos, como a falta de moradia que leva 31% da população a viverem em condições sub-humanas nas 157 favelas da cidade. É a segunda maior concentração de favelas urbanas no país, perdendo apenas para Recife, com 40% da população nessas condições.
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