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Fortaleza
Quinta, 28 de outubro de 2004, 16h27 
Torgan quer divulgar prisão de "turistas sexuais" de Fortaleza
 
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O candidato do PFL à prefeitura de Fortaleza, Moroni Torgan, propôs que na sua gestão o município pague para veicular anúncios em jornais nacionais e estrangeiros, nas cidades de origem das pessoas que forem presas por exploração sexual de menores na capital. "Não queremos os tarados nacionais e internacionais aqui. Queremos o turismo familiar", afirmou Torgan, durante debate a empresários no Centro Industrial do Ceará (CIC).

Fortaleza é apontada, de acordo com levantamento do Ministério da Justiça, como uma das cidades brasileiras nas quais o problema da exploração sexual de crianças e adolescentes seja mais grave. Na última semana, dez pessoas, sendo três estrangeiros, foram presos pela Polícia Federal sob a acusação de envolvimento com esse tipo de delito. O esquema contava com sites na internet vendendo pacotes na Europa para turistas, incluindo programas sexuais.

Apoio para governar
Caso seja eleito, e considerando que o PFL elegeu apenas dois vereadores, Torgan ressaltou que seu modelo de gestão será "democrático plural". Segundo ele, não existe apoio incondicional, como defendeu sua adversária, a petista Luizianne Lins, em relação a possíveis apoios no segundo turno. "Quero apoio cooperativo. Tenho a visão de uma gestão participativa. Incondicional é quando a pessoa é radical e só vale a verdade dela".

O pefelista ressaltou ainda que não terá dificuldades de relacionamento com o governo federal, apesar de o PFL ser um partido de oposição ao presidente Lula. "Não terei problemas (com governo o Lula). Muitos dos que estão com ele torcem por mim", afirmou. Torgan não citou nomes, mas uma dessas pessoas seria o atual presidente da Transpetro, Sérgio Machado (PMDB), considerado um dos incentivadores da candidatura de Torgan.

O atual ministro das Comunicações, Eunício Oliveira, que liberou sua base no segundo turno, ameaçou ficar ao lado do pefelista, após ter sido rejeitado por Luizianne Lins. Mesmo assim, o ministro preferiu não assumir o apoio ao pefelista, após uma conversa com Lula.
 

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Reuters

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