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A repressão à boca de urna pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro será bem maior no 2º turno de eleições municipais, domingo próximo, garantiu hoje o presidente do órgão, desembargador Marcus Faver, porque não há votação na capital e os fiscais da propaganda eleitoral do TRE/RJ foram deslocados para os cinco municípios onde haverá eleição, com policiamento também reforçado.
Segundo o desembargador, em uma eleição majoritária como a de prefeitos, a influência do eventual cabo eleitoral é relativamente pequena, porque as próprias pesquisas indicam que o número de indecisos é reduzido em relação à população ou ao número de eleitores. "Na eleição majoritária, o que ocorre é que o eleitor já chega à seção com o seu candidato definido. Mas isso não afasta que aquele percentual de indecisos possa ter uma influência. O que se deve ver é qual é a influência legal e qual é a influência ilegal", destacou.
Marcos Faver afirmou que é permitido, por exemplo, que uma pessoa transite com uma camiseta com o nome de seu candidato ou leve uma bandeira ou "bottom" do candidato para o local de votação. "Isso é perfeitamente legal. É uma influência que não infringe nenhum tipo de postura eleitoral. O que não pode é o cabo eleitoral tentar influenciar e muito menos comprar ou prometer comprar o voto do eleitor. Aí, sim, ele incorreria numa ação criminosa, capaz de ser preso em flagrante e levado ao organismo policial competente para ser processado".
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